- A cidade de Marlborough, em Wiltshire, foi atingida por inundação causada pela tempestade Henk, com chuva intensa que fez o rio Kennet transbordar.
- Em 5 de janeiro de 2024, Val Compton percebeu a água entrando pela sala devido ao alagamento, levando-a a reforçar medidas de proteção em casa.
- Entre as ações: tomadas elétricas movidas para cima das paredes, instalação de tijolos de ventilação de ar e portas com barreiras anti-inundação.
- A prefeitura, em parceria com a instituição de caridade ARK (Action for the River Kennet), instalou vasos planter para captar água da chuva e reduzir o fluxo para os bueiros.
- Em Marlborough, voluntários de vigilância contra inundações ajudam a monitorar o rio Kennet e há planos para intervenções ribeirinhas mais upstream, embora com prazos longos.
Val Compton e outros moradores de Marlborough, Wiltshire, continuam a reconstruir as casas após as inundações provocadas pela tempestade Henk, em janeiro de 2024. A água invadiu ruas, lojas e residências depois que o rio Kennet transbordou, sem aviso prévio em boa parte da cidade. Dois anos depois, a comunidade investe em soluções para evitar novos episódios.
A prefeitura local, em parceria com a ONG ARK (Action for the River Kennet), tem impulsionado medidas de proteção. Reforços elétricos passaram a ficar mais altos nas paredes, foram instaladas aberturas de ventilação adequadas e portas com proteções contra cheia. Em Marlborough, a discussão envolve também ações comunitárias de preparo e conscientização.
Planos e experimentos de mitigação
A prefeitura coordena um projeto piloto com vasos — planters — colocados em pontos estratégicos para capturar água da chuva antes que atinja as redes de drenagem. O objetivo é reduzir o volume que chega às sarjetas. A iniciativa busca desacelerar o fluxo de água pela paisagem, potencializando o efeito de cristas de drenagem existentes.
Para ampliar o efeito, voluntários de patrulha de inundações, chamados de flood wardens, ajudam a monitorar o leito do Kennet e a identificar problemas como bueiros obstruídos. Se o teste der certo, a solução pode ganhar escala em toda a cidade, com ações upstream, para reter parte da água antes que ela desça para Marlborough.
A liderança da ARK aponta que áreas rurais a montante funcionavam como grandes esponjas naturais, armazenando água. Mudanças no uso do solo, remoção de alagamentos e modificação de cursos d’água alteraram esse equilíbrio, concentrando o fluxo em áreas urbanas. Projetos adicionais devem levar tempo para ficarem prontos.
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