- A geração de energia a partir de carvão caiu na China em 1,6% e na Índia em 3% no ano passado, pela primeira vez desde os anos setenta.
- O recuo conjunto ocorreu em ambos os países, os maiores consumidores de carvão, em meio a um recorde de expansão de projetos de energia limpa.
- Segundo a análise, isso pode sinalizar uma tendência de queda permanente no uso do carvão e nas emissões globais.
- Na China, foram adicionados mais de 300 gigawatts de solar e 100 gigawatts de eólica no ano anterior, recordes históricos.
- Na Índia, a expansão de energia limpa incluiu 35 gigawatts de solar, 6 gigawatts de eólica e 3,5 gigawatts de hidroeletricidade, ajudando a compensar a demanda energética.
A geração de energia a partir de carvão caiu em China e Índia no ano passado, pelo primeiro fazê-lo desde os anos 1970. Analistas destacam isso como um marco histórico que pode reduzir as emissões globais, segundo estudo encomendado pelo Carbon Brief.
A pesquisada mostra queda de 1,6% na China e 3% na Índia na eletricidade gerada por centrais a carvão, após expansão recorde de fontes limpas nesses países. O recuo coincide com gasto elevado em energia limpa.
A mudança foi acompanhada por um recorde de projetos solares, eólicos e hidrelétricos, que compensaram o aumento da demanda. A China aumentou significativamente a produção de energia limpa no último ano.
Causas e impactos
A China somou mais de 300 GW de solar e 100 GW de eólica, recordes históricos para qualquer país. A Índia acrescentou 35 GW de solar, 6 GW de eólica e 3,5 GW de hidrelétrica.
Os dados indicam que, juntos, China e Índia responderam por mais de 90% do aumento global de emissões entre 2015 e 2024, elevando a pressão por uma possível queda contínua no uso de carvão.
Parte da redução na Índia ocorreu porque o crescimento da demanda foi menor e houve clima mais ameno. Ainda assim, especialistas alertam que temperaturas mais altas podem elevar a demanda por ar-condicionado.
Especialistas destacam que a reconfiguração energética mundial já enfrentou fatos como o aumento dos preços de gás após a guerra na Ucrânia, levando alguns países a recorrerem ao carvão.
A Agência Internacional de Energia sinalizou, há cerca de um ano, que a recuperação de 2020-2022 poderia manter o uso de carvão perto de níveis recordes até 2027, dependendo de cenários climáticos e políticas públicas.
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