- Assaí pretende chegar a aterro zero até 2035, com gestão de resíduos adaptada por região e foco em reciclagem, compostagem e doações.
- Atualmente, 45,5% dos resíduos gerados são reaproveitados, em operação com 312 lojas e 12 centros de distribuição.
- Meta para 2035 é ampliar o reaproveitamento de resíduos, mantendo cerca de 10% destinados a aterros sanitários.
- Nordeste ganhou projeto-piloto de triagem manual com cooperativa; compostagem passou de 19 para 92 lojas participantes, com volume de resíduos nessa via aumentando de cerca de 3.600 para aproximadamente 6.300 toneladas.
- Desafios incluem custos de tecnologias (biodigestores) e necessidade de capacitar mais de 90.000 colaboradores, além de adaptar processos à realidade regional, especialmente nas áreas Norte e Nordeste.
A rede atacadista Assaí firmou o compromisso de chegar a um “aterro zero” até 2035, conforme adiantado pela Bloomberg Línea. A estratégia é regionalizada e busca adaptar práticas de gestão de resíduos às distintas realidades do Brasil.
O plano acompanha a expansão da empresa, que hoje opera 312 lojas e 12 centros de distribuição. Em prática, a companhia já reaproveita 45,5% dos resíduos gerados nas operações. A meta é ampliar esse aproveitamento consideravelmente até 2035.
A meta de aterro zero não implica eliminação total de resíduos. Estima-se que cerca de 10% ainda possa ir a aterros sanitários, por envolver resíduos orgânicos de difícil tratamento.
A estratégia envolve diferentes destinações para materiais, como reciclagem, compostagem, doações e outras rotas de reaproveitamento, com base na localização das unidades.
No Nordeste, o Assaí testou triagem manual de resíduos em parceria com cooperativa local, separando embalagens recicláveis do resíduo orgânico. O projeto é piloto.
A participação na compostagem voltou a crescer: 19 lojas em 2024 e aproximadamente 92 unidades já utilizam o método, com volume triplicando, de cerca de 3.600 para 6.300 toneladas.
Entre os exemplos, o vidro é destinado a reciclagem, enquanto o conteúdo orgânico segue para compostagem, conforme o objetivo de separar materiais por tipo.
Em São Paulo, a segregação ocorre de forma mais estruturada, com processos internos mais maduros, segundo o executivo da empresa. A capacitação de equipes é outro desafio chave.
A Assaí possui mais de 90.000 colaboradores. A empresa investe em treinamento para operadores avançarem dentro da própria organização, ampliando a adoção de práticas de gestão de resíduos.
Segundo Fábio Lavezo, o Nordeste e a região Norte enfrentam maiores desafios por questões sociais e de disponibilidade de serviços, soluções e fornecedores locais.
Equipamentos como biodigestores ajudam a dissolver a matéria orgânica, mas elevam custos. O custo de um biodigestor fica em torno de R$ 8.000 por mês, exigindo cálculos de volume de resíduos por loja.
No varejo, a gestão de resíduos é mais complexa que na indústria, pela dinâmica diária das lojas. A empresa avalia cada unidade para adaptar processos de acordo com a realidade local.
A agenda ambiental do Assaí acompanha a expansão da operação. O relatório de Sustentabilidade de 2024 registra aumento de 13,2% no consumo total de energia durante esse período.
A meta de aterro zero representa um amadurecimento da estratégia ambiental. A companhia planeja transformar toda a cadeia em um ciclo de uso eficiente, priorizando a redução de resíduos.
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