- Emissões de gases de efeito estufa nos EUA subiram 2,4% em 2025 em relação a 2024, segundo estudo da Rhodium Group.
- Estima-se que 2025 tenha resultado em 5,9 bilhões de toneladas (t) de CO2 equivalente, 126 milhões de t a mais que 2024.
- Causas: inverno mais frio, crescimento de datacenters e mineração de criptomoedas, e aumento nos preços do gás natural.
- Geração de energia a partir de carvão aumentou 13% devido à elevação dos preços do gás natural; solar avançou 34%, levando as fontes de energia sem carbono a 42% da eletricidade dos EUA.
- Emissões já vinham em queda desde 2005, mas a tendência foi interrompida em 2025; autoridades ressaltam que ainda é cedo para concluir se o aumento persiste.
O estudo do Rhodium Group aponta que a emissão de gases de efeito estufa nos EUA cresceu em 2025, marcando uma reversão em relação aos recuos vistos nos anos anteriores. Em 2025, as emissões de carbono derivadas da queima de combustíveis fósseis foram 2,4% maiores que em 2024, segundo os pesquisadores.
Segundo os dados, o total de dióxido de carbono equivalente liberado no ar ficou em cerca de 5,9 bilhões de toneladas na comparação com o ano anterior, um aumento de 139 milhões de toneladas. A variação ocorreu mesmo com o desempenho anterior de queda de longo prazo na poluição.
O documento aponta que o inverno frio de 2025 elevou a demanda por aquecimento, aumentando o consumo de gás natural e óleo combustível. Ao mesmo tempo, houve maior demanda elétrica de centros de dados e de mineração de criptomoedas, elevando a produção de energia.
A alta da demanda por energia contribuiu para ampliar a emissão de carbono, uma vez que parte da geração ocorre com uso de carvão. O aumento de preços do gás natural também favoreceu um impulso de 13% na queima de carvão para suprir a elevação de consumo.
Apesar das mudanças, o grupo ressalta que não há evidência de retorno imediato do carvão como prática dominante. King afirma que não é um grande retorno de fósseis, mas sim um aumento expressivo proporcionalmente relevante naquele ano.
Em relação a políticas ambientais, o relatório aponta que a lista de mais de duas dezenas de retrocessos propostos pelo governo anterior ainda não havia entrado em vigor o bastante para impactar 2025. Autoridades destacam a necessidade de observar tendências futuras.
O Rhodium observa avanços na matriz energética limpa, com a geração de energia solar crescendo 34% em 2025 e ultrapassando a hidroeletricidade. Fontes de energia sem emissões passaram a responder por 42% da oferta de eletricidade nos EUA.
Analistas acrescentam que, mesmo diante de cortes de subsídios a solar e eólica, a economia começa a demonstrar, em muitos locais, competitividade dos renováveis. A equipe do Rhodium ressalta a continuidade de tendências favoráveis aos custos baixos de tecnologias limpas.
Especialistas universitários destacam sinais usuais de incerteza. O aumento de emissões em 2025 é visto como indicativo de desafios que podem se intensificar caso políticas federais não favoreçam energia de baixo carbono.
A EPA respondeu com nota sobre sua missão de proteção à saúde humana e desconhecimento específico do relatório do Rhodium Group, sinalizando que a agência continua a monitorar as emissões e a qualidade do ar.
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