- Em 2025, as temperaturas globais ficaram abaixo de 2024, devido ao resfriamento natural causado pela La Niña, segundo Copernicus e Met Office.
- Mesmo assim, os últimos três anos foram os mais quentes já registrados, aproximando o planeta de metas internacionais de clima.
- A temperatura média global em 2025 ficou mais de 1,4 ºC acima dos níveis pré-industriais dos anos 1800.
- Aquecimento contínuo é atribuído às emissões de gases de efeito estufa; isso deve levar a mais records de temperatura e eventos climáticos extremos.
- Especialistas dizem que, sem redução drástica de emissões, é provável que ultrapassemos o objetivo de 1,5 ºC ainda neste século.
Global temperatures em 2025 ficaram abaixo de 2024, graças ao resfriamento natural provocado pela La Niña no Pacífico, segundo dados do Copernicus e do Met Office. Ainda assim, os últimos três anos foram os mais quentes já registrados.
Segundo as estimativas, a temperatura média global em 2025 ficou cerca de 1,4°C acima dos níveis pré-industriais. A diferença entre grupos climáticos varia, mas o aquecimento de fundo é inequívoco e persistente.
Especialistas destacam que, apesar da La Niña, 2025 manteve-se bem acima de tempos recentes, refletindo emissões contínuas de gases de efeito estufa. A tendência é de novos recordes de temperatura e de eventos climáticos extremos, a menos que haja reduções rápidas de emissões.
As autoridades alertam que, mesmo com variações anuais, o aquecimento de longo prazo continua. O diretor do Hadley Centre, do Met Office, enfatiza que o elo entre emissões e aquecimento permanece claro. A manutenção do calor aumenta a probabilidade de eventos extremos.
Eventos extremos ligados ao aquecimento global já foram observados recentemente: incêndios na Califórnia em janeiro e o furacão Melissa em outubro impactaram diversas regiões. Perdas econômicas e danos ambientais acompanham essas ocorrências.
Especialistas lembram ainda que a temperatura global elevada aproxima o mundo de cumprir a meta internacional de limitar o aquecimento a 1,5°C acima do período pré-industrial. A trégua temporária de La Niña não reduz o alerta para riscos futuros.
Estimativas indicam que, ao fim desta década, pode haver ultrapassagem da marca de 1,5°C em média global. A comunidade científica reforça que ações são decisivas para mitigar impactos e aumentar a resiliência social.
Embora o cenário atual mostre resiliência de curto prazo, pesquisadores apontam que o caminho para estabilizar temperaturas depende de reduzir drasticamente as emissões de carbono e investir em adaptação. A tendência global continua sob vigilância.
fontes: Copernicus, Met Office, com cobertura de especialistas da comunidade científica, incluindo análises sobre El Niño e La Niña e seus impactos na temperatura global.
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