- A escala Saffir-Simpson classifica furacões por ventos máximos, de 1 a 5, mas críticos dizem que isso não reflete todo o perigo.
- Ela é simples e amplamente conhecida, mas não leva em conta maré de tempestade, inundações, chuvas ou tornados.
- Forecasters lembram que um furacão de Categoria 5 pode representar risco diferente dependendo do local onde atinge.
- Alguns especialistas propõem usar três escalas — vento, maré de tempestade e chuva — com a ideia da Tropical Cyclone Severity Scale.
- Outra possibilidade discutida é medir a intensidade pela pressão barométrica central, embora haja cautela em substituir completamente a escala atual.
O debate sobre se a Categoria 5 é a pior forma de furacão volta a ganhar fôlego entre meteorologistas e pesquisadores. A escala de Saffir-Simpson classifica furacões de 1 a 5 com base na velocidade máxima sustentada do vento, variando de 74 mph (119 km/h) a 157 mph (252 km/h) ou mais. A popularidade da escala vem da simplicidade, apesar das críticas.
Especialistas destacam que a escala não considera perigos como marés de tempestade, inundações, volumes de chuva e tornados. A partir disso, o foco tem sido cada vez mais nos perigos que cada tempestade pode representar, não apenas no vento.
Limitações da escala
Foi criada em 1969, por Herbert Saffir, para alertar sobre perigos de furacões. O sistema utiliza estimativas de velocidade do vento máximo, o que pode ocorrer em áreas restritas e com precisão limitada. Diretores do Centro Nacional de Furacões ressaltam que ele descreve apenas o risco de vento e não de outros impactos.
Mudança de foco na avaliação de perigos
Alguns especialistas defendem que o triunfo da escala não resume o dano total. Pesquisadores apontam que ventos altos respondem por uma parte relevante, mas não por toda a fatalidade. Estudos sugerem incorporar também perigos como marés de tempestade e inundações na avaliação de severidade.
Propostas de escalas alternativas
Um grupo de pesquisadores tem sugerido múltiplas métricas: uma escala para vento, outra para maré de tempestade e uma terceira para chuva. A pesquisadora Jennifer Collins afirma que a população não deve confiar apenas no vento, pois ele representa uma fração das fatalidades. Um estudo conjunto com a Universidade de São Petersburgo propõe a chamada “Escala de Severidade de Ciclones Tropicais”, que inclui vento, maré e chuva.
Abordagens adicionais para medir severidade
Outra linha de estudo sugere usar a pressão barométrica central como índice de intensidade, já que a diferença de pressão entre o centro do ciclone e o exterior pode correlacionar melhor com danos. Pesquisadores destacam que a pressão reúne tamanho e vento, oferecendo um parâmetro global.
Conclusões em aberto
Especialistas alertam que não existe ainda uma única métrica capaz de capturar toda a magnitude de um furacão. O consenso atual é manter a comunicação de risco com base no vento, enquanto se discutem indicadores adicionais que representem melhor danos potenciais.
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