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Droga inovadora para câncer de pâncreas quase dobra a sobrevida em estudo

Daraxonrasib quase dobra a sobrevida de câncer de pâncreas metastático, com mediana de 13,2 meses vs 6,7 meses com quimioterapia, em estudo de fase III

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  • O medicamento experimental daraxonrasib aumentou a mediana de sobrevida em câncer de pâncreas para 13,2 meses, ante 6,7 meses com quimioterapia, em estudo de fase três publicado no New England Journal of Medicine em 31 de maio.
  • No Brasil e no mundo, o câncer de pâncreas é uma das formas mais letais; nos EUA, estima-se que 52.740 americanos morram pela doença neste ano, segundo a American Cancer Society.
  • Daraxonrasib é um comprimido oral diário que age impedindo mutações na proteína RAS, que mantêm o crescimento celular descontrolado.
  • O estudo apontou que o tratamento reduziu o risco de morte em cerca de 60% para pacientes com câncer de pâncreas metastático.
  • A Food and Drug Administration abriu, em 30 de abril, um programa de acesso antecipado ao daraxonrasib; a aprovação formal ainda não é assegurada, com possibilidade de ocorrer no final de 2026.

O fármaco experimental daraxonrasib mostrou potencial de ampliar significativamente a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas metastático. Em estudo de fase 3, pacientes tratados com o fármaco tiveram mediana de vida de 13,2 meses, contra 6,7 meses para quem recebeu quimioterapia, conforme publicado no New England Journal of Medicine em 31 de maio. A pesquisa envolve indivíduos com mutações no gene RAS, associadas ao desenvolvimento da doença.

Os dados reforçam o efeito de daraxonrasib na proteção contra a progressão do câncer, com redução de cerca de 60% no risco de morte observada no estudo. A equipe de pesquisa incluiu pesquisadores da UCLA Health Jonsson Comprehensive Cancer Center, entre outros, destacando o potencial da terapia direcionada a mutações de RAS, historicamente difíceis de tratar. Os resultados foram apresentados em comunicado institucional paralelo ao artigo.

Como funciona o daraxonrasib

O medicamento é tomado por via oral e atua ligando-se ao protein RAS ativo, bloqueando sinais que promovem o crescimento tumoral. Especialistas explicam que, ao manter o RAS inativado, o tratamento impede a progressão das células cancerígenas, oferecendo benefício relevante em pacientes com doença avançada.

A pesquisa destaca que cosméticas de RAS apresentam desafio há longos anos, mas avanços recentes permitem alvos mais precisos. Segundo a equipe de estudo, a variação estrutural do fármaco permite travar a atividade da mutação, reduzindo a proliferação tumoral e o risco de óbito nesse grupo. O estudo reforça o papel da medicina de precisão no tratamento do câncer de pâncreas.

O que vem a seguir e acessibilidade

A FDA concedeu status de programa de acesso antecipado para alguns pacientes em 30 de abril, com perspectiva de aprovação formal ainda sem data definida. Caso não ocorram eventos adversos relevantes, a conclusão regulatória pode acontecer ainda em 2026, conforme informações de institutos de saúde e hospitais parceiros.

Perspectivas para outros tipos de câncer

Pesquisas atuais avaliam daraxonrasib como opção para outros tumores causados por mutações em RAS, incluindo câncer de pulmão, colorretal, ovário e endométrio, bem como colangiocarcinoma. O objetivo é ampliar o leque de indicações caso os benefícios se mantenham consistentes em diferentes contextos tumorais. Os dados até o momento são promissores e justificam novas avaliações clínicas.

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