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Conhecimento maia antigo ajuda agricultores guatemaltecos a reduzir agroquímicos

Saberes maias aliados à agroecologia ajudam camponeses guatemaltecos a reduzir pesticidas, baixar custos e ampliar a renda familiar

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  • Em Guatemala, comunidades da altações ocidentais combinam saberes maias com técnicas agroecológicas para proteger culturas de pragas e doenças.
  • Cerca de sessenta comunidades, nos departamentos de Sololá, Huehuetenango e Chiquimula, trabalham com a ONG World Neighbors para reviver práticas tradicionais e produzir excedentes para venda.
  • Os agricultores criam biopesticidas caseiros com plantas de cheiro forte, como alho, pimenta e gengibre, além de chichicaste e flor de morto, reduzindo o uso de agroquímicos caros.
  • O manejo integrado envolve também adubação orgânica, compostagem e rotação/intercrop, que ajudam a controlar pragas como mosca branco, lagarta-do-cerco e broca-do-café, com menor impacto ambiental.
  • Em 2007, o uso de pesticidas na Guatemala foi de aproximadamente 22.900 mil t, caindo para 13.000 mil t em 2023; especialistas destacam que biopesticidas podem ser mais seguros e econômicos quando bem aplicados.

Inagando conhecimentos ancestrais Maya, agricultores das comunidades da Guatemala central unem práticas tradicionais a técnicas agroecológicas modernas para proteger culturas e reduzir pesticidas. O esforço ocorre em villages da região dos Altos Ocidentais, com apoio de uma organização internacional.

Cerca de 60 comunidades, nos departamentos de Sololá, Huehuetenango e Chiquimula, buscam reviver saberes tradicionais para produzir alimentos em excedente, elevando a renda familiar. Técnicas caseiras de biopesticidas utilizam plantas com odores fortes para afastar pragas.

A iniciativa é viabilizada pela World Neighbors, que promove capacitações e integração de saberes ancestrais com manejo agroecológico. O objetivo é segurança alimentar e melhoria econômica sem depender de insumos químicos caros.

Como funcionam os biopesticidas caseiros

Algumas plantas comuns, como alho, pimenta e gengibre, aparecem em formulações com água para pulverização. Outros itens repetidamente citados são chichicaste e flor de muerto, usados para deter insetos e fungos, com manejo diário das lavouras.

Casos de plantação em Sololá ilustram o uso de misturas locais para conter pragas como a cigarra-branca e insetos que atacam mamões, feijões e pepinos. Trabalhadores relatam menor custo e menos impacto ambiental quando aplicam as soluções naturais.

O manejo também inclui adubação orgânica, compostagem com esterco e vermicompostagem. Segundo a organização, o custo dos biopesticidas é cerca de um sexto do de defensivos industriais, e a aplicação correta aumenta a eficácia.

Contexto histórico e impacto atual

A adoção de químicos intensificou-se a partir da década de 1950, durante a Revolução Verde, com impactos econômicos, de saúde e degradação do solo. Dados da FAO indicam redução de uso de pesticidas no país, mesmo com margens ainda superiores às de vizinhos da região.

Estudos apontam que biopesticidas, quando integrados a práticas de manejo de pragas, podem reduzir infestações significativamente e não persistem no ambiente. Entidades internacionais defendem agilizar o registro e a disponibilidade dessas soluções.

A experiência guatemalteca mostra que soluções naturais devem coexistir com rotação de culturas, agroecologia e diversidade de plantas para ampliar a eficácia. Pesquisas sugerem que a resistência a químicos aumenta quando se recorre a métodos integrados.

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