- A NASA revelou a tripulação de Artemis III, mas a missão não pousará na Lua; ficará em órbita baixa da Terra e se acoplará a landers lunares de protótipo.
- Randy Bresnik será o comandante; Luca Parmitano, piloto; Andre Douglas e Frank Rubio serão especialistas; Bob Heintz atuará como tripulante de reserva.
- Artemis III passou de um pouso lunar histórico para um teste tecnológico em órbita, devido a atrasos no foguete Starship, da SpaceX.
- O relatório do Government Accountability Office, de março de dois mil e vinte e seis, apontou progresso limitado em reabastecimento orbital e armazenamento criogênico; o Starship precisa de reabastecimento em órbita para chegar à Lua.
- O incidente com o foguete New Glenn da Blue Origin gerou danos no palco de lançamento e pode atrasar lançamentos de missões associadas; a janela mais otimista mantém Artemis III para dois mil e vinte e sete, Artemis IV para início de dois mil e vinte e oito.
A NASA anunciou a tripulação da Artemis III, a próxima missão importante do programa lunar. No entanto, os astronautas não vão pisar na Lua nem se aproximar dela, pois o objetivo mudou para uma realização em órbita baixa da Terra.
A missão passou de aterrissagem lunar com dois astronautas em 1972 para voar apenas em órbita terrestre, conectando-se a protótipos de landers lunares. O objetivo agora é testar tecnologias em órbita próxima à Lua, sem desembarque.
O administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que a missão continua sendo uma das mais complexas já executadas, exigindo coordenação entre foguetes de grande porte e equipes governamentais e da indústria espacial.
O comandante será Randy Bresnik, da NASA. O italiano Luca Parmitano, da Agência Espacial Italiana, atuará como piloto, com mais de 300 dias no espaço. Os especialistas de missão serão Andre Douglas e Frank Rubio, ambos norte‑americanos.
Bob Heintz ingressa como tripulação de reserva, com experiência de 170 dias no espaço e capacidade de atuar em qualquer função. A mudança de Artemis III ocorreu pela necessidade de testar a docking com landers em órbita, em função de atrasos no foguete Starship, da SpaceX.
A Starship, veículo planeado para transferir astronautas da órbita lunar à superfície, sofreu atrasos e não pode cumprir o salto direto de volta à Lua sem repetidos reabastecimentos em órbita, segundo avaliações oficiais. O relatório do GAO de 2026 apontou progresso limitado em reabastecimento orbital.
Outro contratempo envolve a Blue Origin, cuja aeronave New Glenn teve falha em teste recente, não deixando espaço para lançamentos imediatos. O impacto é visto como risco para o cronograma de Artemis 3, com possíveis atrasos no lander lunar de carga Blue Moon.
As consequências são imediatas: o lander lunar cargueiro pode não cumprir o cronograma de lançamento neste outono, e Artemis 4 e os veículos de testagens de demarcação enfrentam incertezas de prazos. A NASA avalia cenários para manter a cadência de missões.
De acordo com fontes internas, John Couluris, vice-presidente da Blue Origin, afirmou que a NASA e a empresa trabalham para ficar prontas para 2027, apesar de o cronograma ser considerado ambicioso por especialistas independentes.
No cenário mais otimista, Artemis 3 ocorreria em 2027, como demonstração tecnológica, com Artemis 4 estreando na Lua no início de 2028 e Artemis 5, com segunda aterrissagem e início da base lunar, ainda para aquele ano.
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