- Artemis III tem a equipe anunciada pela Nasa; o lançamento ocorrerá com o foguete Space Launch System a partir do Kennedy Space Center, na Flórida, e a data exata ainda não foi confirmada.
- A cápsula Orion ficará em órbita baixa da Terra, a aproximadamente 290 milhas de altitude, sem realizar a volta ao redor da Lua, diferente do que ocorreu na Artemis II.
- A Orion fará acoplamento com landers protótipos chamados pathfinders; ao menos um tripulante deverá entrar em um lander para testar bocas de inspeção, ligações de suporte vital e os trajes Axiom.
- Os trajes Axiom são desenhados pela Prada e fabricados pela Axiom Space, com um circuito de resfriamento de reserva; as caminhadas na Lua previstas para Artemis IV poderão durar até oito horas.
- Artemis III terá retorno com teste de um escudo térmico aprimorado; os planos para Artemis IV preveem pouso da primeira tripulação na região sul polar da Lua em 2028, e Artemis V levaria uma segunda equipe com o lander Blue Moon Mk2.
A Nasa informou a nomeação da tripulação da Artemis III, missão que será lançada pelo foguete Space Launch System (SLS) a partir do Kennedy Space Center, na Flórida. A data de lançamento ainda não foi confirmada. A tripulação viajará na cápsula Orion, o mesmo veículo usado na Artemis II, em abril de 2026.
Diferentemente da Artemis II, nessa missão a Orion permanecerá em órbita baixa da Terra, a aproximadamente 290 milhas de altitude, superior à distância entre Manchester e Edimburgo. O objetivo é permitir o acoplamento com landers protótipos, chamados de pathfinders, para testes antes de missões futuras à superfície lunar.
Ao menos um tripulante deverá ingressar em um lander para testar quinas de embarque, conexão de suporte de vida e as novas roupas espaciais da Axiom. Os trajes foram criados pela Prada e fabricados pela Axiom Space, com a inovação de um laço de resfriamento reserva.
Essas roupas, inspiradas pela moda italiana, devem distribuir água fria por oito horas durante as caminhadas lunares previstas para Artemis IV. A Artemis III prevê permanência um pouco maior na cápsula em órbita, com teste de escudo térmico aprimorado na reentrada.
A Artemis III nasceu da necessidade de ajustar o cronograma após a ausência de disponibilidade do lander Starship da SpaceX para pouso lunar. A ideia original era o primeiro pouso tripulado desde Apollo 17, em 1972, mas a NASA reprogramou para um exercício de acoplamento com tripulação a bordo, enquanto os testes de reabastecimento em órbita ainda não haviam sido demonstrados.
Segundo relatório de março de 2026 do GAO, a SpaceX teve progresso limitado no amadurecimento do reabastecimento em órbita, com a primeira demonstração ainda prevista para o fim de 2026. Este atraso influencia os planos de pouso que vêm pela frente.
Artemis IV, alvo de 2028, deve representar o primeiro pouso lunar com tripulação na era moderna, na região sul do polo lunar, com presença de cerca de uma semana na superfície. Já Artemis V, também prevista para 2028, prevê a descida de uma segunda equipe na superfície, a bordo do lander Blue Moon Mk2, desenvolvido pela Blue Origin.
O projeto Artemis busca estabelecer uma presença humana sustentável na Lua. O programa Moon Base, apresentado em 2026, propõe etapas que vão de robôs explorando o polo sul a habitats semi-permanentes até meados dos anos 2030. A meta inclui apoio à ciência, tecnologia de missões futuras a Marte e possível aproveitamento de recursos lunares.
Especialistas questionam o cumprimento do cronograma, especialmente pela trajetória de desenvolvimento do lander Starship e pela ausência de testes de reabastecimento em órbita. Além disso, um grande retrocesso ocorreu em 28 de maio de 2026, quando a plataforma de lançamento da Blue Origin teve danos após explosão durante teste de motor.
Analistas apontam a incerteza quanto a quem fará a primeira missão de pouso, destacando que a principal peça de arquitetura técnica ainda depende de avanços significativos. Há quem aponte a possibilidade de a China avançar na corrida lunar, caso haja atraso nas etapas americanas.
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