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Suspensão da vacina não é fracasso, aponta infectologista e reforça segurança

Infectologista afirma que suspensão temporária da vacina contra dengue reforça segurança e abre investigação sobre mortes associadas

A mão de um médico, coberta com uma luva azul, segura a ampola da vacina contra a dengue. A outra mão insere uma seringa dentro do vidro e drena o líquido.
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  • O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a distribuição da vacina contra dengue do Instituto Butantan, após 42 pessoas apresentarem sintomas severos.

  • O órgão investiga duas mortes que podem estar relacionadas à vacina.

  • A infectologista Sarah Dominique afirmou que a suspensão não é fracasso, mas reforço à segurança e à farmacovigilância.

  • A maior parte dos casos graves ocorreu entre profissionais de saúde, que tinham prioridade na vacinação.

  • Orientação: manter acompanhamento de efeitos até 21 dias após a aplicação e buscar atendimento médico se houver sintomas.

O Ministério da Saúde suspendeu, nesta segunda-feira, a distribuição da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, após 42 pessoas apresentarem sintomas graves. A medida visa aprofundar a avaliação de possíveis ligações entre eventos adversos e o imunizante. O órgão investiga duas mortes que podem estar relacionadas.

Em entrevista à RECORD NEWS, a infectologista Sarah Dominique afirmou que os resultados permitem ampliar os estudos sobre a vacina. Ela destacou a necessidade de comprovar se os eventos graves ocorridos, incluindo as mortes, têm causa ligada à vacina ou apenas coincidência temporal.

A suspensão, segundo a especialista, reforça o compromisso do Brasil com a segurança sanitária, não um fracasso. Profissionais de saúde tiveram prioridade na aplicação, o que explica a concentração de casos graves entre esse grupo.

A orientação é ficar atento a qualquer manifestação associada à vacinação dentro de 21 dias após a aplicação. Sarah Dominique afirmou que sintomas devem levar a busca por atendimento médico imediato.

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