Em Alta NotíciasConflitoseconomiaFutebolrelações internacionais

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estudo revela qual criatura reinava nos oceanos há 100 milhões de anos

Descoberta de mil bicos fossilizados de lulas do Cretáceo Superior revela que esses cefalópodes eram dominantes nos oceanos há 100 milhões de anos.

Telinha
Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Fósseis de lula (Foto: Reprodução/Universidade de Hokkaido)
0:00
Carregando...
0:00
  • Cientistas da Universidade de Hokkaido, no Japão, descobriram mil bicos fossilizados de lulas do Cretáceo Superior, com cerca de 100 milhões de anos.
  • A pesquisa, publicada na revista Science, mostra que as lulas eram mais numerosas e dominantes nos oceanos do que peixes e amonites.
  • Foram identificados 263 espécimes de aproximadamente 40 espécies diferentes, muitas delas desconhecidas até então.
  • A técnica de “mineração digital de fósseis” permitiu visualizar os fósseis em três dimensões.
  • A descoberta altera a compreensão sobre a evolução das lulas, que já existiam e se diversificavam antes da extinção dos dinossauros, há cerca de 65 milhões de anos.

Cientistas da Universidade de Hokkaido, no Japão, fizeram uma descoberta significativa ao encontrar mil bicos fossilizados de lulas do Cretáceo Superior, datados de aproximadamente 100 milhões de anos. A pesquisa, publicada na revista Science, revela que as lulas eram mais numerosas e dominantes nos oceanos da época do que peixes e amonites.

A identificação dos fósseis foi possível graças a uma técnica inovadora chamada “mineração digital de fósseis”, que permite visualizar fósseis em três dimensões. Entre os bicos encontrados, foram identificados 263 espécimes pertencentes a cerca de 40 espécies diferentes, muitas delas desconhecidas até então. Shin Ikegami, do Departamento de Ciências da Terra e Planetárias, destacou que as lulas antigas dominavam os mares em número e tamanho.

Essa descoberta altera a compreensão dos ecossistemas marinhos da era dos dinossauros. Até agora, acreditava-se que as lulas surgiram e se diversificaram após a extinção dos dinossauros, há cerca de 65 milhões de anos. O novo estudo mostra que esses cefalópodes já estavam em plena ascensão evolutiva muito antes desse marco.

Importância dos Fósseis

Os bicos fossilizados são essenciais para entender a evolução das lulas, uma vez que suas estruturas frágeis raramente resistem ao tempo. A pesquisa indica que as lulas ancestrais eram tão grandes quanto os peixes contemporâneos e frequentemente maiores que as amonites. Além disso, os dois principais grupos de lulas modernas, Myopsida e Oegopsida, já existiam há 100 milhões de anos, sugerindo uma diversificação precoce.

Os cientistas ressaltam que essa nova visão sobre as lulas como criaturas dominantes nos oceanos do Cretáceo levanta novas questões sobre as dinâmicas oceânicas da época. Yasuhiro Iba, líder da equipe de pesquisa, afirmou que essas descobertas mudam radicalmente a compreensão dos ecossistemas marinhos do passado.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais