- O Goldman Sachs prevê um aumento nas fusões e aquisições, com fluxo global de US$ 3,1 trilhões em 2023 e potencial de US$ 3,9 trilhões em 2024.
- A recuperação do mercado é impulsionada pela demanda por infraestrutura relacionada à inteligência artificial.
- Tim Ingrassia, copresidente de M&A globais do Goldman, afirmou que 2026 pode ser um ano recorde para o setor, superando os US$ 3,6 trilhões de 2021.
- A atividade de M&A começou a se recuperar após um início de ano incerto, com acordos significativos, como a aquisição da Norfolk Southern pela Union Pacific por mais de US$ 80 bilhões.
- Christina Minnis, chefe global de finanças de crédito do Goldman, destacou que investimentos em infraestrutura para IA devem ultrapassar US$ 1 trilhão nos próximos anos.
O mercado de fusões e aquisições (M&A) está se preparando para um aumento significativo, segundo previsões do Goldman Sachs. O banco estima que o fluxo global de negócios alcance US$ 3,1 trilhões em 2023, podendo subir para US$ 3,9 trilhões em 2024. Essa recuperação é impulsionada pela crescente demanda por infraestrutura relacionada à inteligência artificial (IA).
Durante a 15ª Conferência Anual de Crédito e Finanças Alavancadas da EMEA, Tim Ingrassia, copresidente de M&A globais do Goldman, destacou que, se a dinâmica atual persistir, 2026 poderá se tornar um ano recorde para o setor. O volume de negócios previsto superaria os US$ 3,6 trilhões registrados em 2021, conforme dados da Dealogic.
Após um início de ano marcado por incertezas nas tarifas comerciais dos EUA, a atividade de M&A começou a se recuperar no verão do hemisfério norte. Embora o número de aquisições tenha permanecido estável em relação ao ano anterior, acordos significativos, como a aquisição da operadora ferroviária Norfolk Southern pela Union Pacific por mais de US$ 80 bilhões, destacam o potencial do mercado.
Infraestrutura e IA
Christina Minnis, chefe global de finanças de crédito do Goldman, reforçou a ideia de que a infraestrutura para IA será um motor crucial para novas transações. Uma análise anterior da Bloomberg News estimou que pelo menos US$ 1 trilhão será investido em data centers, redes de comunicação e fornecedores de eletricidade nos próximos anos.
Minnis também observou que algumas empresas estão aproveitando os “excelentes mercados de crédito” para realizar aquisições que antes eram consideradas inviáveis. Além disso, empresas que estavam focadas na recuperação de dividendos estão voltando a negociar, sinalizando um aumento na disposição para transações.
Na Europa, a regulamentação pode alterar o papel tradicional dos bancos como financiadores de infraestrutura, direcionando mais recursos para os mercados de capital. Essa mudança pode impactar significativamente o cenário de M&A nos próximos anos, à medida que o setor se adapta às novas demandas e oportunidades.
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