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Lula deixa dívida do fundo da reforma tributária para o próximo governo

Orçamento de 2025 não inclui o aporte de 8 bilhões ao Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais, gerando risco de judicialização e potencial atraso na transição para o IBS

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Governo Lula não pôs no Orçamento aporte em fundo de compensação da reforma tributária. (Foto: Carlos Ortega/EFE)
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  • Emenda Constitucional 132 cria a transição da reforma tributária; Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF) receberá aportes para compensar incentivos de ICMS durante 2025–2032, com IBS substituindo o ICMS a partir de 2033.
  • O orçamento de 2025 reservou apenas R$ 80,87 milhões para o FCBF, valor simbólico, ainda dependendo de crédito suplementar aprovado pelo Congresso.
  • O pedido de R$ 8,3 bilhões, corrigidos pelo IPCA, foi aprovado pela Comissão Mista de Orçamento em 9 de setembro, mas não há previsão de votação no plenário.
  • Críticos alertam para riscos de judicialização e para impactos na transição da reforma, incluindo possível criação de passivo fiscal para o próximo governo.
  • Governo afirma que o aporte 2025 não compromete a meta fiscal, pois o repasse efetivo começa em 2029 e o fundo é contábil, mas especialistas divergem sobre efeitos futuros na confiança e na adoção do IBS.

A reforma tributária em curso envolve a Emenda Constitucional 132, que cria o Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF) para boldear a transição. O objetivo é compensar incentivos do ICMS durante 2025-2032, com aportes do Tesouro até 2033, incluindo o IBS que substituirá o ICMS em 2033.

No entanto, o governo ainda não consolidou o repasse. O orçamento de 2025 reservou apenas 80,87 milhões para o FCBF, valor simbólico diante do montante previsto. O pedido de 8,3 bilhões, corrigidos pelo IPCA, foi aprovado pela Comissão Mista de Orçamento em 9 de setembro, mas não há previsão de votação no plenário. Críticas apontam riscos de judicialização e impactos na transição futura.

Ponto chave da crise

Analistas apontam que o atraso pode criar um passivo para governos futuros e afetar a credibilidade da transição. Consultados divergem sobre o impacto imediato, já que o repasse começaria de 2029, mas a falta de cumprimento de compromissos constitucionais pode estimular ações judiciais e elevar insegurança jurídica para empresas e estados.

Desdobramentos e perspectivas

Especialistas destacam que o cenário pode exigir ajustes no acordo fiscal entre União, estados e municípios. A depender do andamento do crédito suplementar, o ritmo de implantação do IBS em 2033 pode ficar comprometido, aumentando a incerteza sobre o desenho tributário pós-reforma. O debate permanece aberto entre necessidade de caixa público e garantia de previsibilidade para agentes econômicos.

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