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Nutella da Argélia conquista consumidores, enfrenta proibição na França

Cebon amplia produção de El Mordjene na Argélia para oitenta toneladas diárias e setecentos funcionários, mas exportação à França permanece travada por tensões políticas

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Rival da Nutella viu os negócios crescerem. Agora enfrenta proibições na França
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  • A Cebon, empresa argelina por trás da pasta El Mordjene, quase dobrou o quadro de funcionários no ano passado e expandiu a produção.
  • A produção diária subiu de oito para oitenta toneladas, com fábricas em Tipaza (duas) e Oran (uma), totalizando quarenta mil metros quadrados.
  • O preço da pasta subiu aproximadamente quinze por cento devido aos custos de avelã importada.
  • A Argélia enfrenta barreiras para exportar para a França, seu principal mercado, após proibições da França e da União Europeia em dois mil e vinte e quatro.
  • Antes das proibições, a Cebon exportava cerca de dez por cento de sua produção para países do Golfo.

A Argélia abriga a Cebon, empresa por trás da pasta de avelã El Mordjene, que quase dobrou seu quadro de funcionários no ano passado e ampliou a produção. A empresa atua com duas fábricas em Tipaza e uma em Oran, totalizando 40.000 m² dedicados à fabricação. A produção diária subiu de 8 para 80 toneladas, acompanhando o aumento da demanda interna.

Para acompanhar a expansão, a Cebon elevou o quadro de funcionários de 300 para cerca de 700 pessoas. A medida ocorreu após o aumento de turnos, com a empresa chegando a um terceiro turno diário para atender ao consumo doméstico e aos novos mercados. O crescimento também envolve investimento em infraestrutura nas fábricas.

O preço da pasta subiu aproximadamente 15% devido ao custo das avelãs importadas, com a Argélia dependendo de suprimentos turcos, já que o país não produz avelãs em escala industrial. O custo de fabricação impacta o preço final, tornando o produto relativamente caro no mercado local.

Contexto político e mercado externo

As exportações para a França, principal destino da El Mordjene, enfrentam entraves decorrentes de proibições de importação impostas pela França e pela União Europeia em 2024, sob alegação de requisitos sanitários e regulatórios não atendidos. As tensões entre Argélia e França, ampliadas por disputas diplomáticas, dificultam o acesso a esse mercado.

Antes das restrições, a Cebon já exportava cerca de 10% de sua produção para países do Golfo. O diretor comercial, Amine Ouzlifi, atribui parte do problema a motivações políticas, e aponta expectativa de retomada das exportações à França conforme o relacionamento entre os dois países se ajuste. A demanda doméstica pelo El Mordjene permanece alta, com consumo sustentado mesmo diante do cenário externo Crisp.

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