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Ação da Azul cai após aprovação de Plano de Recuperação Judicial nos EUA

Plano de recuperação nos EUA reduz dívida, valida aporte de até US$ 300 milhões e dilui acionistas; ações da Azul caem após o anúncio

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Aeronave da Azul no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, em novembro de 2024. Foto: Amanda Perobelli/Reuters
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  • Ação da Azul (AZUL4) caiu mais de 20% nesta segunda-feira (15) após o anúncio da aprovação, pela Justiça dos Estados Unidos, do plano de recuperação da empresa, divulgado após o fechamento do mercado na sexta-feira (12).
  • O plano prevê reduzir mais de US$ 2 bilhões em dívidas por meio de conversão em ações, além de captar recursos com subscrição e contar com investimento de até US$ 300 milhões pela American Airlines e pela United Airlines.
  • Apesar do fôlego financeiro, a base acionária ficará bastante diluída, o que é visto pelo mercado como perda de valor para os atuais acionistas.
  • A Azul passa a sair da recuperação com alavancagem prevista de 2,5 vezes, em vez de 3 vezes, conforme projeção do presidente executivo; a dívida total, os juros e o aluguel de aeronaves devem recuar.
  • O executivo afirmou que a dívida cai cerca de 60%, os juros anuais devem reduzir em torno de US$ 200 milhões e o aluguel de aeronaves cai 28%, gerando economia de quase US$ 300 milhões por ano.

A Azul (AZUL4) teve seu plano de recuperação judicial aprovado nos Estados Unidos após o fechamento do mercado, com a aprovação anunciada na sexta-feira e repercutindo nesta segunda. O processo busca reduzir dívidas e viabilizar novas fontes de recurso, com investimento de American Airlines e United Airlines.

O plano prevê a conversão de dívidas em ações, resultando em diluição acionária significativa para os atuais acionistas. Ao mesmo tempo, a instituição financeira projeta captação adicional por meio de subscrição e aporta até 300 milhões de dólares de AA e UA.

A operação reduz a alavancagem da empresa de 3,0x para 2,5x, além de reduzir juros e custos com aluguel de aeronaves. Segundo o presidente executivo John Rodgerson, a dívida total cai, assim como o custo anual de juros, com economia de cerca de 200 milhões de dólares por ano e queda de 28% no aluguel de aeronaves.

A Azul informou que, com a aprovação, a empresa fica em posição mais estável para reduzir despesas e manter a frota. Rodgerson destacou ainda a redução anual de cerca de 300 milhões de dólares em gastos com aluguel de aeronaves, contribuindo para menor pressão financeira no curto prazo.

Resumo financeiro e desdobramentos

  • Aprovação ocorreu após o fechamento de mercado; impacto imediato foi a leitura de maior diluição e ajuste de estrutura de capital.
  • Investimento de American Airlines e United Airlines pode chegar a 300 milhões de dólares em ações.
  • Mesa de dívida passa a mostrar menor custo financeiro e menor alavancagem, com ganhos esperados no fluxo de caixa.

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