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Colapso de empresas zumbis no Reino Unido deve elevar desemprego em 2026

2026 pode ser ano de virada para a economia britânica, com queda de produtividade e falência de empresas pouco lucrativas, elevando o desemprego

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Some underperforming companies could fall victim to rises in interest rates, energy prices and the minimum wage.
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  • A resolução Foundation aponta 2026 como possível ponto de virada para a economia do Reino Unido, com queda de produtividade e mais falências de empresas pouco lucrativas, abrindo espaço para novas firmas mais produtivas.
  • O estudo destaca um “triplo golpe” de altas consecutivas em juros, preços de energia e salário mínimo, que pode eliminar firms de baixo desempenho e elevar o desemprego.
  • O desemprego na Grã-Bretanha atingiu o maior nível fora da pandemia, com taxa de 5,1% em outubro, antes do orçamento de Rachel Reeves.
  • Líderes empresariais relatam que impostos e aumento do custo de vida pesam sobre a contratação, contribuindo para confiança em queda.
  • O relatório aponta que a “destruição criativa” pode impulsionar ganhos de produtividade a médio prazo, mas pontos de disrupção no curto prazo exigem políticas que protejam o padrão de vida.

O estudo da Resolution Foundation prevê que 2026 seja um ano de virada para a economia do Reino Unido, com possível queda de produtividade e aumento de falências entre empresas menos lucrativas. A instituição aponta um ambiente de custos mais altos para negócios, pressionando margens.

Segundo o relatório, há um chamado trio de dificuldades: juros mais elevados, preços de energia caros e salário mínimo em alta, o que pode “finalisar” firmas que não apresentam desempenho suficiente. A organização vê espaço para novas empresas mais produtivas substituírem as menos eficientes.

A pesquisa chega em um momento de produtividade estagnada há décadas, fator-chave para elevar o padrão de vida. A conclusão é que 2026 pode marcar um ponto de inflexão, com recuo de empregos caso mais empresas não lucrativas fechem portas.

Contexto econômico e sinais para o curto prazo

Com a inflação sob controle relativo, o Banco da Inglaterra elevou a taxa de juros durante anos para conter gastos. Nos últimos meses, o banco ativou cortes, mas custos operacionais continuam acima dos níveis pré-pandêmicos.

O relatório destaca que a alta contínua de custos e a incerteza fiscal reduzem a disposição de contratar. A confiança dos empresários atingiu o menor nível em três anos no final de 2025, segundo a British Chambers of Commerce.

Há indicativos de uma dinâmica de “destruição criativa”: empresas mais novas e eficientes substituindo as antigas. A adoção de tecnologias como inteligência artificial pode acelerar esse processo, aponta a resolução Foundation.

Implicações para o emprego e política pública

A instituição alerta que, ainda que haja benefício de longo prazo para a produtividade, o impacto de curto prazo inclui deslocamento de empregos. A sugestão é que o governo intensifique medidas de apoio aos rendimentos das famílias.

A taxa de desemprego no Reino Unido atingiu 5,1% em outubro, a maior desde antes da pandemia, com empresas segurando contratações diante do orçamento de Reeves. Taxas de juros altas históricas também pressionaram custos.

Entre os sinais de que o quadro pode se agravar, o relatório cita o cenário de custos com energia, juros e mão de obra, que dificulta a sobrevivência de firmas menos eficientes e pode impulsionar falências em 2026.

Perspectivas e próximos passos

Ruth Curtice, CEO da Resolution Foundation, afirma que 2026 pode consolidar-se como ano de virada para padrões de produtividade e renda. Ela ressalta a necessidade de políticas que protejam o consumo das famílias.

O estudo enfatiza que, mesmo com melhora de médio prazo, o impacto imediato envolve maior desemprego. Em resposta, recomenda ações governamentais para sustentar padrões de vida durante a transição.

A análise aponta que o crescimento da produtividade, aliado à saída de empresas pouco lucrativas, pode abrir espaço para setores mais produtivos. O relatório reforça a importância de monitorar o avanço tecnológico e as políticas públicas.

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