- O preço do petróleo caiu: Brent caiu 0,7% para US$ 60,33 o barril e o WTI recuou 0,54% para US$ 56,01 o barril na abertura, após a promessa de Trump de destravar as grandes reservas venezuelanas.
- A Venezuela responde por cerca de 1% da produção global, mas detém aproximadamente 17% das reservas mundiais, segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA. A intervenção do presidente dos EUA pode ampliar o excesso de oferta no mercado.
- Ali Moshiri, ex-diretor da Chevron, afirmou que está levantando US$ 2 bilhões para projetos de petróleo no país, por meio da Amos Global Energy Management.
- A Opep+ manteve a pausa em aumentos de produção até, pelo menos, abril, não sinalizando mudança de estratégia.
- O regulador financeiro chinês pediu a bancos para relatarem exposição à Venezuela, preparando-se para possíveis choques no setor bancário.
O preço do petróleo recuou nesta segunda-feira após investidores avaliarem o impacto da possibilidade de ações dos EUA para retomar o controle da indústria venezuelana. A queda ocorre enquanto Donald Trump sinaliza que companhias americanas vão investir na Venezuela.
Brent caiu 0,7%, para 60,33 dólares o barril, e o WTI cedeu 0,54%, para 56,01 dólares. Os gráficos mostram reação inicial aos comentários do presidente sobre desbloquear reservas venezuelanas.
A Venezuela, hoje responsável por cerca de 1% da produção global, detém aproximadamente 17% das reservas de crude, segundo a EIA. A medida pode ampliar o excesso de oferta no curto prazo, segundo analistas.
Ali Moshiri, ex-diretor da Chevron, afirmou estar buscando 2 bilhões de dólares para projetos na Venezuela via o fundo Amos Global Energy Management. Ele disse possuir alvos identificados no país.
Apesar do anúncio, as maiores companhias de petróleo dos EUA não comentaram publicamente sobre o possível investimento. Moshiri mencionou a proposta em entrevista ao Financial Times.
Fontes internacionais destacam que o volume adicional de petróleo venezuelano ainda depende de decisões políticas, infraestrutura e parcerias com o setor privado global.
China informou que pediu a bancos de seu país para reportarem exposição à Venezuela, segundo a Bloomberg, diante de possíveis choques ao setor financeiro chinês.
OPEC+ manteve a estratégia anterior, sem sinal de mudança, ao confirmar a pausa no aumento de produção até pelo menos abril. Países como Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes seguem alinhados.
O preço do ouro subiu 2%, para 4.413,93 dólares a onça, com o ouro sendo visto como abrigo em momentos de incerteza. A prata registrou alta de até 3,5%.
No mercado de criptomoedas, o bitcoin avançou 1,1%, para 92.504 dólares, em meio a estratégias de diversificação e incertezas geopolíticas.
Mercados asiáticos mostraram otimismo, com o índice sul-coreano Kospi alcançando nova máxima histórica, impulsionado por sinais de crescimento e liquidez global.
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