- Entre 2013 e 2016, a Venezuela enviou 113 toneladas de ouro para a Suíça, totalizando quase 4,14 bilhões de Swiss francs ($5,20 bilhões).
- O ouro teve origem nas reservas do banco central venezuelano, em meio à venda de ouro para sustentar a economia.
- Não houve exportações de ouro venezuelano para a Suíça de 2017 até 2025, segundo dados alfandegários.
- Na segunda-feira, a Suíça ordenou o congelamento de ativos de Maduro e de 36 associates, sem informar valor ou origem.
- A Suíça é um dos maiores centros de refino de ouro do mundo; o ouro pode ter sido processado, certificado e enviado adiante a partir de lá.
Venezuela transferiu ouro de reserva para a Suíça no período de 2013 a 2016, totalizando 113 toneladas e valendo cerca de 4,14 bilhões de francos suíços (US$ 5,2 bilhões). Os dados de alfândega analisados pela Reuters indicam a origem no banco central venezuelano.
O envio ocorreu durante os primeiros anos do governo de Nicolás Maduro, que assumiu o poder em 2013 após a saída de Hugo Chávez. O ouro teria sido destinado à Suíça para processamento, certificação e transporte subsequente, segundo a SRF.
A operação cessou em 2017, quando passaram a vigorar sanções da União Europeia. Dados de alfândega indicam que não houve exportação de ouro para a Suíça entre 2017 e 2025. A Suíça é um centro global de refino de ouro, com cinco grandes refinarias no país.
Contexto e desdobramentos
Em 2024, autoridades suíças ordenaram o congelamento de ativos ligados a Maduro e a 36 associados, sem detalhar valores ou origens. Não está claro se há relação entre esses ativos e o ouro transferido anteriormente.
As autoridades venezuelanas venderam parte das reservas de ouro para sustentar a economia e obter moeda forte diante de sanções dos EUA. Analistas da StoneX apontam que houve venda significativa entre 2012 e 2016, com ouro possivelmente chegando à Suíça ou a outros mercados.
Segundo a analista Rhona O’Connell, grande parte das operações pode ter envolvido contrapartes do setor financeiro ou venda em barras pequenas a regiões como a Ásia. Ainda não há confirmação sobre o destino final de todo o ouro exportado.
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