- A remoção de Nicolás Maduro pelos EUA e a atuação de Donald Trump fortalecem a percepção de um ciclo regional mais à direita e pró-mercado.
- Investidores esperam reformas fiscais e regulatórias mais claras em Colômbia, Brasil e Peru, com fluxo de capitais projeado para ativos locais.
- A atuação dos EUA na Venezuela e o apoio a Milei na Argentina elevam a confiança de investidores em ativos latino‑americanos.
- O movimento é visto como parte de uma mudança regional, não isolada em cada país, impulsionando ações, moedas e títulos emergentes.
- Analistas destacam que ganhos dependem de evitar postura externa excessivamente agressiva, mantendo o foco em políticas pró‑mercado.
O movimento dos EUA contra Nicolás Maduro, aliado a apoio financeiro ao governo de Javier Milei, aumenta a percepção de uma guinada à direita na América Latina em ano eleitoral decisivo. Investidores esperam reformas pró-mercado e fluxo de capitais para a região.
A retirada de Maduro pelos EUA elevou a percepção de risco e impacto nos títulos venezuelanos, que reagiram com valorização de risco. Ao mesmo tempo, o respaldo financeiro aos Milei mostrou resultados positivos nos últimos pleitos de mid-term na Argentina.
A agenda eleitoral sul-americana inclui Colômbia, Peru e o Brasil, com atenção a propostas de consolidação fiscal e desregulamentação. Analistas destacam que a mudança de tom pode sustentar ganhos em moedas e ações de países da região.
Mercado e perspectivas
Para especialistas, a percepção de onda regional favorável a reformas cria condições para maior exposição de investidores a ativos latino-americanos. A expectativa é de políticas mais ortodoxas e disciplina fiscal.
“Os ciclos na região costumam andar juntos, com a direita ganhando fôlego,” disse um CIO ou gestor de investimentos, apontando que o ambiente pode favorecer governos pró-mercado e ajustes regulatórios.
Apesar do otimismo, há cautela sobre eventuais pressões externas. Analistas ressaltam que a atuação dos EUA deve buscar equilíbrio para não gerar resistências soberanas entre governos locais.
Eleições em foco
Colômbia enfrenta eleições com o pleito presidencial marcado para maio, após votações legislativas em março. A instabilidade regional pode influenciar o cenário financeiro, segundo especialistas.
No Peru, a corrida presidencial de 12 de abril reúne muitos candidatos, segundo pesquisas, com volatilidade potencial no mercado local. A região observa atentamente as mudanças de governo.
No Brasil, a disputa presidencial de outubro coloca Lula da Silva como candidato a um novo mandato, em meio a um cenário de debates sobre políticas econômicas e reformas.
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