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Acordo UE-Mercosul: hoje mais importante do que no fim das negociações

Acordo UE-Mercosul ganha impulso diante do protecionismo americano, ampliando o espaço do agro e fortalecendo a resiliência econômica regional

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
A conclusão do Acordo Mercosul-União é positiva para o agronegócio
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  • A União Europeia avançou para a aprovação do acordo com o Mercosul, com apoio de quinze dos vinte e sete Estados-membros, permitindo que Ursula von der Leyen assine o texto; o Parlamento Europeu ainda precisa aprovar.
  • O acordo envolverá setecentos e vinte milhões de pessoas e um PIB superior a US$ 22 trilhões, com maior impacto esperado no setor agropecuário brasileiro pela abertura de novos mercados.
  • O último avanço relevante ocorreu em seis de dezembro de 2024, quando líderes do Mercosul e da União Europeia anunciaram a conclusão das negociações, após mais de duas décadas.
  • O cenário global mudou desde então, com tensões geopolíticas e recuo do multilateralismo; os Estados Unidos passaram a adotar postura mais protecionista a partir de 2025, elevando a importância do acordo.
  • Especialistas destacam que o acordo reforça a resiliência econômica e a coordenação entre blocos, fortalecendo cadeias produtivas transcontinentais e oferecendo opções diante de um comércio internacional cada vez mais fragmentado.

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul passa por novo passo rumo à aprovação. A União Europeia busca a ratificação com o apoio de 15 dos 27 Estados-membros. Se aprovado pelo Parlamento Europeu, o texto poderá entrar em vigor após assinatura da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Segundo autoridades alem de fontes oficiais, o acordo pode abranger 720 milhões de pessoas e um PIB conjunto acima de US$ 22 trilhões. A maior parte do impacto econômico deve ocorrer no setor agropecuário, com abertura de novos mercados para produtos brasileiros e de outros membros.

A última etapa relevante ocorreu em dezembro de 2024, quando líderes do Mercosul e da UE anunciaram o encerramento das negociações, após mais de duas décadas de conversas. Desde então, o cenário global passou por mudanças relevantes.

Contexto internacional

Analistas destacam que o cenário de 2024 a 2025, marcado pela retração do multilateralismo e pela maior volatilidade comercial, tornou o acordo UE–Mercosul mais estratégico. A guinada protecionista dos Estados Unidos intensificou a relevância de acordos entre blocos econômicos abertos.

Para especialistas, o acordo fortalece a posição de quem defende maior abertura comercial. Mesmo sem substituir o mercado americano, o pacto oferece alternativas de atuação diante de uma rede de acordos bilaterais cada vez mais presente.

Impactos setoriais

No Brasil, o maior ganho esperado é a facilitação de exportação de produtos agropecuários para a UE. Em contrapartida, há expectativa de pressões para modernizar indústria nacional, elevar produtividade e tecnologia. A redução de tarifas para máquinas também é apontada como potencial impulsionador.

Economistas ressaltam que o acordo aumenta a resiliência econômica ao criar ventanias de escape diante de decisões de parceiros únicos. O efeito difere entre Brasil e União Europeia, com o primeiro sentindo mais as tarifas impostas pelos EUA.

Perspectivas estratégicas

Especialistas afirmam que o tratado representa um reposicionamento político para ambos os blocos, fortalecendo a ideia de cadeias produtivas transcontinentais. O documento é visto como um marco em meio à regionalização comercial e à busca por regras estáveis, mesmo com a retração do multilateralismo.

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