- O agronegócio brasileiro fechou 2025 com exportações de US$ 169,2 bilhões, 3,0% acima de 2024, respondendo por 48,5% das vendas externas do país.
- O crescimento ocorreu mesmo com queda média de 0,6% nos preços, impulsionado pelo aumento de volume de 3,6% no ano.
- O saldo da balança do setor ficou em US$ 149,07 bilhões, com exportações em dezembro de US$ 14 bilhões e importações de US$ 1,62 bilhão.
- A China foi o principal destino, com US$ 55,3 bilhões (32,7% do total); a diversificação de mercados ganhou força com países como Reino Unido, Paquistão, México e outros.
- A soja em grãos permaneceu como principal item, com US$ 43,5 bilhões e 108,2 milhões de toneladas; carne, café e itens menos tradicionais também registraram recordes.
O agronegócio brasileiro fechou 2025 com exportações recordes, somando US$ 169,2 bilhões. O setor respondeu por 48,5% das vendas externas do Brasil, em meio a incertezas globais, ajustes de commodities e disputas comerciais internacionais. Dados foram divulgados pelo Mapa.
O desempenho ocorreu mesmo com queda média de 0,6% dos preços internacionais, sustentado pelo aumento de 3,6% no volume embarcado. Em resumo, mais produto enviado ao exterior compensou a pressão de cotações e ampliou a presença brasileira em mercados estratégicos.
A expansão resultou de fatores estruturais, como maior produção, eficiência logística e acesso a novos mercados. A diversificação de produtos e destinos ganhou peso diante de volatilidade global, tarifas e barreiras sanitárias.
O governo destaca que o produtor rural equilibraram abastecimento interno com excedentes exportáveis. A produção doméstica manteve o mercado interno abastecido e ajudou a conter inflação de alimentos, sem frear o fluxo de divisas.
O superávit da balança do agronegócio atingiu US$ 149,07 bilhões, o maior da série histórica, enquanto as importações agropecuárias ficaram em US$ 20,2 bilhões. A corrente de comércio somou US$ 189,4 bilhões em 2025.
As exportações de dezembro atingiram US$ 14 bilhões, recorde mensal, com alta de 19,8% ante dezembro de 2024. As importações chegaram a US$ 1,62 bilhão, gerando saldo positivo de US$ 12,38 bilhões apenas no mês.
Principais destinos: China e diversificação
A China seguiu como maior cliente, comprando US$ 55,3 bilhões, alta de 11%, representando 32,7% do total exportado. A União Europeia ficou em segundo, com US$ 25,2 bilhões, e os EUA somaram US$ 11,4 bilhões, queda de 5,6%.
Mercados emergentes também ganharam espaço, como Paquistão, Argentina, Filipinas, Bangladesh, Reino Unido e México, ampliando a pulverização geográfica das vendas.
Desde 2023, o Brasil abriu 525 novos mercados, gerando cerca de US$ 4 bilhões adicionais em receitas, sem contar efeitos de ampliações já existentes.
Safra robusta sustenta excedentes
A safra de grãos 2024/2025 alcançou 352,2 milhões de toneladas, 17% acima do ciclo anterior. Na pecuária, carnes bovina, suína e de frango registraram volumes elevados, assegurando excedentes sem comprometer o abastecimento interno.
A soja em grãos manteve-se como item principal, com US$ 43,5 bilhões em receita e 108,2 milhões de toneladas embarcadas. A carne bovina fechou o ano com US$ 17,9 bilhões, crescimento próximo a 40%.
O café teve alta de 30,3% em valor, atingindo US$ 16 bilhões, refletindo preços internacionais elevados. Produtos menos tradicionais contribuíram com recordes de valor e volume, incluindo gergelim, feijões, miudezas bovinas e DDG de milho.
Diversificação impulsiona o conjunto
Além dos grandes itens, frutas, pescados, pimenta, amendoim e castanha de caju mostraram desempenho expressivo. O movimento reforça a estratégia de diversificação do agronegócio, abrindo novas oportunidades ao longo das cadeias produtivas.
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