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Copa do Mundo 2026: Quem Ganha e Perde com o Maior Evento do Futebol

Varejo de vestuário é o segmento mais impactado pela Copa do Mundo de 2026, com queda no fluxo de lojas físicas e ganhos para Grupo SBF e Mercado Livre

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Taça da Copa do Mundo
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  • A Copa do Mundo de 2026 deve impactar o varejo brasileiro, com o vestuário sendo o segmento mais negativamente afetado e semanas de jogos fora do horário comercial limitando o efeito no comércio físico.
  • Entre os ganhadores, destaca-se o Grupo SBF, com expectativa de receita incremental de cerca de 4% em 2026, e o Mercado Livre, que pode ganhar participação de mercado em bens duráveis e ampliar vendas via parceria com Casas Bahia.
  • Casas Bahia e Magazine Luiza devem receber impulso relevante em bens duráveis, especialmente TVs e eletrodomésticos, equivalentes a um mês extra de vendas.
  • Entre os perdedores, vêm sinalizados AZZAS, C&A, Guararapes, Lojas Renner e Vivara, com queda prevista no tráfego de lojas de vestuário; RD Saúde e Pague Menos podem sofrer pelo fluxo menor em dias de jogos.
  • Os horários dos jogos, muitos fora do expediente, ajudam a reduzir interrupções no varejo; cenários para o Brasil variam conforme o desempenho no grupo e a progressão no campeonato, impactando a demanda ao longo do torneio.

A Copa do Mundo de 2026 tende a impactar o varejo brasileiro, segundo analistas do Santander. Em relatório divulgado nesta sexta-feira, 9, o banco aponta vencedores e perdedores entre os setores diante da ampliação do torneio para 48 seleções e 8 jogos por equipe.

Os analistas destacam que, embora seja difícil quantificar o efeito, a experiência histórica aponta desempenho fraco no ano em comparação com o crescimento mensal durante o período do Mundial. A Copa costuma pesar sobre as vendas de varejo em semanas cruciais.

A competição, que ocorre pela primeira vez com 48 seleções, é mais longa e pode ampliar impactos econômicos. A expectativa é de maior demanda por itens de futebol, mas também de deslocamentos de consumo para o digital em alguns segmentos.

Impacto por setor

No conjunto, o varejo de vestuário aparece como o mais prejudicado em média, com quedas de tráfego nas lojas físicas nos dias de jogos. O setor farmacêutico também registra desempenho abaixo do usual, ainda que de forma menos intensa. Alimentos, eletrônicos e móveis costumam apresentar resultados mais dinâmicos.

Para a demanda, os analistas apontam disponibilidade de aumento modesto em diversas categorias. Em alguns anos, alimentos e itens eletrônicos chegam a superar médias mensais nos meses de realização do torneio.

Ganhos esperados

Grupo SBF, detentor da Nike no Brasil, é apontado como principal vencedor, com uma projeção de cerca de 4% de receita adicional em 2026. A empresa planeja encomendar aproximadamente 850 mil camisas da seleção, 21% a mais que na última Copa.

Mercado Livre deve ampliar participação em bens duráveis, com ganhos previstos de about 2% de GMV no segundo trimestre, se capturar cerca de 30% das vendas de TVs da Casas Bahia. A migração momentânea do consumo para o digital também é prevista.

Casas Bahia e Magazine Luiza devem sentir impulso relevante em vendas de TVs e eletrodomésticos, equivalentes a um mês extra de faturamento, conforme histórico de grandes eventos esportivos. A Vulcabras pode se beneficiar indiretamente pela visibilidade de chuteiras Mizuno.

Arcos Dorados deve manter fluxo de clientes com lançamentos temáticos da Copa, enquanto a CVC pode registrar maior volume de reservas internacionais para EUA, México e Canadá.

Potenciais perdedores

AZZAS, C&A, Guararapes, Lojas Renner e Vivara devem enfrentar queda de tráfego em lojas físicas, com maior impacto para varejistas de moda. A divulgação destaca que lojas de fast fashion costumam sofrer mais com a queda de visitação durante jogos.

Redes farmacêuticas como RD Saúde e Pague Menos devem sentir efeito negativo moderado, já que o canal não é discricionário. Assaí, Grupo Mateus e Pão de Açúcar, por serem essenciais, devem ter impactos limitados.

Considerações sobre horários dos jogos

Devido ao fuso entre Brasil e os países-sede, a maioria dos jogos ocorre fora do horário comercial. A fase de grupos deve ter partidas em horários como 19h e 22h, reduzindo o impacto no varejo físico.

A probabilidade de funcionamento estável das lojas varia conforme o Brasil termine o grupo em 1º ou 2º lugar. Em cenários favoráveis, jogos dominam fins de semana, atenuando efeitos nos dias úteis.

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