- A Jeep, da Stellantis, corta preços e simplifica a linha nos Estados Unidos para reverter a perda de participação de mercado.
- O Wrangler Sport S passou a partir de US$ 42.495, com opcionais ficando mais baratos (cerca de US$ 5.000 adicionais em vez de quase US$ 9.400 antes).
- A marca reduzirá versões por modelo e retirou conteúdos de alguns itens, prometendo maior foco em custo-benefício para o consumidor.
- A Jeep planeja lançar quatro modelos novos ou atualizados em 12 meses, reintroduzir o Cherokee e recuperar motores populares descartados na gestão anterior.
- A participação de mercado nos SUV caiu para 5,6% no ano passado, mas as concessionárias observam sinais de melhora após reajustes de preços iniciados em 2024.
A Jeep, marca da Stellantis, recorre a cortes de preço para reconquistar espaço no mercado americano. A estratégia inclui redução de preços de entrada, diminuição de custos de opcionais e relançamento de modelos estratégicos, como o Cherokee.
Entre as medidas, o Wrangler Sport S passa a partir de US$ 42.495, queda de US$ 1.350 em relação ao modelo anterior. A opção com faróis de LED e itens off-road sai por volta de US$ 5.000, ante quase US$ 9.400 antes.
“Fizemos isso em todos os carros”, afirmou o CEO da Jeep, Bob Broderdorf, à Bloomberg News. A ideia é devolver ao cliente o que caracteriza a marca, segundo ele.
A busca por fôlego ocorre em meio a vendas estáveis, com alta de apenas 1% nos EUA no ano anterior. A estabilização da marca tornou-se prioridade da Stellantis, sob liderança de Antonio Filosa.
Contexto de mercado
Poucas montadoras reduzem preços de tabela, num ambiente em que tarifas afetam custos. Em média, o custo de um veículo novo fica próximo de US$ 50 mil, frente a cerca de US$ 35 mil há uma década, o que pode justificar ajustes de estratégia.
Analistas destacam que o recuo de custos exige equilíbrio entre conteúdo e preço para não comprometer margens. A Stellantis precisa manter desempenho diante de um mercado aquecido pelo impulso de SUVs.
Retomada de estratégia
O desempenho da Jeep coincidiu com mudanças estratégicas na Fiat Chrysler, que encerrou o Cherokee em 2023. Em seguida, a marca prometeu quatro lançamentos ou atualizações em 12 meses, com retorno de Cherokee e motores reapresentados.
O reajuste iniciado em 2024 ajudou a reduzir estoques. As vendas III cresceram nos últimos três trimestres, com sinais de recuperação mais forte no fim de 2025.
Carlo Merlo, dono de concessionária Jeep em St. Louis, celebrou a disponibilidade de opcionais como o Sky Slider a preços menores, destacando que itens acessíveis podem estimular compras.
Perspectivas e desafios
A Jeep projeta ganho de volume aliado a margens, em meio a uma recuperação gradual. A participação no mercado de SUVs caiu para 5,6% no ano anterior, piso não visto desde 2002, bem abaixo do pico de 13,4% em 2016.
Concessionárias da Stellantis sinalizam otimismo cauteloso, aguardando avanços em 2026 com o retorno de modelos e novas configurações. O objetivo é melhorar desempenho sem comprometer a base de custos.
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