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Plano de IPO do Agibank tem revés com suspensão de crédito do INSS

Plano de IPO do Agibank pode atrasar após INSS suspender novos empréstimos com desconto em folha para aposentados, secondo fontes familiarizadas

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Agência do Agibank, em São Paulo: Para retomar o IPO, a fintech precisa primeiro esclarecer os razões para as irregularidades e obter a aprovação para voltar a operar, segundo as fonte. (Foto: Filipe Serrano/Bloomberg Línea)
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  • O plano do Agibank de abrir capital nos Estados Unidos pode ser adiado após o INSS suspender a concessão de novos empréstimos com desconto em folha para aposentados, uma de suas principais atividades.
  • A reportagem da Bloomberg News aponta que o IPO poderia ter protocolo neste mês, com a empresa avaliada em R$ 9,3 bilhões na rodada de dezembro de 2024.
  • O INSS citou graves irregularidades ao suspender os empréstimos com desconto em folha para aposentados; para retomar o IPO, o Agibank precisa esclarecer as irregularidades e obter autorização para continuar operando.
  • O Agibank informou não comentar especulações de mercado e que decisões estratégicas serão comunicadas ao mercado.
  • A Lumina, fundo brasileiro que investiu R$ 400 milhões no Agibank em 2024, detém cerca de 4% da fintech; Daniel Goldberg, ex-executivo do Morgan Stanley, integra o conselho.

O plano da fintech brasileira Agibank de abrir capital nos Estados Unidos enfrenta entraves após o INSS suspender a concessão de empréstimos com desconto em folha para aposentados. A suspensão impacta uma das principais atividades da empresa.

Segundo pessoas próximas ao assunto, a Agibank planejava protocolar o pedido de IPO ainda neste mês, nos EUA, mas pode precisar adiar a operação. A empresa não comenta especulações de mercado.

A medida do INSS aponta “graves irregularidades” na concessão de novos empréstimos com desconto para aposentados, de dezembro. Para retomar o IPO, a empresa precisa esclarecer as irregularidades e obter aprovação para voltar a operar, segundo fontes.

A Agibank afirmou não comentar especulações e que comunicará ao mercado qualquer decisão relevante. A instituição já vem atuando com uma base de clientes de renda média acima de 40 anos, em áreas fora dos grandes centros.

Contexto regulatório

O cenário contrasta com empresas como Nubank, que atendem principalmente jovens. O Agibank mantém operações dependentes de empréstimos consignados, federalizados pelo INSS, que exigem aprovação para continuar.

A Lumina, fundo brasileiro fundado pelo ex-executivo do Morgan Stanley Daniel Goldberg, investiu R$ 400 milhões no Agibank em 2024 e integra o conselho da fintech. A participação da Lumina fica em torno de 4%.

O aporte anterior também incluiu capital do Vinci Partners, de cerca de R$ 400 milhões, em 2020. As informações são com base em fontes próximas citadas pela Bloomberg News.

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