- O plano do Agibank de abrir capital nos Estados Unidos pode ser adiado após o INSS suspender a concessão de novos empréstimos com desconto em folha para aposentados, uma de suas principais atividades.
- A reportagem da Bloomberg News aponta que o IPO poderia ter protocolo neste mês, com a empresa avaliada em R$ 9,3 bilhões na rodada de dezembro de 2024.
- O INSS citou graves irregularidades ao suspender os empréstimos com desconto em folha para aposentados; para retomar o IPO, o Agibank precisa esclarecer as irregularidades e obter autorização para continuar operando.
- O Agibank informou não comentar especulações de mercado e que decisões estratégicas serão comunicadas ao mercado.
- A Lumina, fundo brasileiro que investiu R$ 400 milhões no Agibank em 2024, detém cerca de 4% da fintech; Daniel Goldberg, ex-executivo do Morgan Stanley, integra o conselho.
O plano da fintech brasileira Agibank de abrir capital nos Estados Unidos enfrenta entraves após o INSS suspender a concessão de empréstimos com desconto em folha para aposentados. A suspensão impacta uma das principais atividades da empresa.
Segundo pessoas próximas ao assunto, a Agibank planejava protocolar o pedido de IPO ainda neste mês, nos EUA, mas pode precisar adiar a operação. A empresa não comenta especulações de mercado.
A medida do INSS aponta “graves irregularidades” na concessão de novos empréstimos com desconto para aposentados, de dezembro. Para retomar o IPO, a empresa precisa esclarecer as irregularidades e obter aprovação para voltar a operar, segundo fontes.
A Agibank afirmou não comentar especulações e que comunicará ao mercado qualquer decisão relevante. A instituição já vem atuando com uma base de clientes de renda média acima de 40 anos, em áreas fora dos grandes centros.
Contexto regulatório
O cenário contrasta com empresas como Nubank, que atendem principalmente jovens. O Agibank mantém operações dependentes de empréstimos consignados, federalizados pelo INSS, que exigem aprovação para continuar.
A Lumina, fundo brasileiro fundado pelo ex-executivo do Morgan Stanley Daniel Goldberg, investiu R$ 400 milhões no Agibank em 2024 e integra o conselho da fintech. A participação da Lumina fica em torno de 4%.
O aporte anterior também incluiu capital do Vinci Partners, de cerca de R$ 400 milhões, em 2020. As informações são com base em fontes próximas citadas pela Bloomberg News.
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