- A inteligência dos EUA descreve a economia de Cuba como gravemente abalada, com setores como agricultura e turismo sob pressão e com apagões frequentes.
- As avaliações não oferecem suporte claro à previsão de Donald Trump de que Cuba estaria “pronta para cair” após a ação militar na Venezuela.
- A perda de importação de petróleo da Venezuela pode dificultar o governo cubano, já que a Venezuela tem sido aliada estratégica.
- As avaliações da CIA são inconclusivas sobre se a piora econômica desmontará o governo cubano.
- Há saída de jovens do país, com migração de pessoas abaixo de 50 anos, o que pode impactar futuras reformas e a demografia.
A CIA avaliou que Cuba enfrenta uma economia e uma política extremamente fráceis, mas as avaliações não sinalizam apoio claro à previsão de que o governo cubano cairia após uma ação militar ocorrida no final de semana próximo, segundo três pessoas familiarizadas com as informações confidenciais.
A visão dos serviços de inteligência aponta setores-chave da economia, como agricultura e turismo, sob forte pressão devido a apagões, sanções e outros problemas internos. A eventual perda de importações de petróleo e apoio da Venezuela poderia tornar a gestão do governo ainda mais desafiadora para o regime que está no poder desde 1959.
As avaliações mais recentes, no entanto, não são conclusivas quanto a se o agravamento da economia derrubaria o governo, disseram as fontes à Reuters, que falaram sob condição de anonimato para tratar de informações sensíveis.
Contexto econômico e/ou político
As notas destacam que a Venezuela, tradicional fornecedora de petróleo, pode reduzir o fluxo de óleo para Havana, agravando a já difícil situação energética. Analistas independentes ressaltam que impactos dos fluxos de petróleo varíeis na ilha devem piorar a economia, mesmo antes de possíveis mudanças políticas.
A percepção de que Cuba estaria prestes a desabar é um argumento repetido em declarações de autoridades dos EUA, mas as análises da CIA não confirmam de forma objetiva esse desfecho. A diferença entre cenários aponta para incertezas sobre se a piora econômica levaria a alterações institucionais.
Migração e legitimidade
Dois funcionários dos EUA indicaram que houve uma queda demográfica recente, com muitos jovens deixando o país nas últimas anos. A população, estimada em mais de 10 milhões em 2023, pode estar abaixo de 9 milhões hoje, o que afeta a energia cívica e o impulso por reformas.
Especialistas entrevistados ressaltam que a legitimidade de Miguel Díaz-Canel não tem o mesmo peso de lideranças anteriores. Em cenários de fome generalizada, a vida cotidiana ocupa o primeiro plano, dificultando a mobilização política.
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