- Analistas divergem: queda de preço do petróleo e sanções podem não derrubar a economia russa devido à reestruturação promovida pelo Kremlin.
- Economia cresceu com gastos militares, mas o crescimento desacelerou para quase zero; o FMI projeta 0,6% em 2025 e 1% em 2026.
- Receitas com petróleo caíram com a desvalorização do rublo, sanções sobre Rosneft e Lukoil e menor uso de navios assegurados na Europa.
- Dívida pública está abaixo de vinte por cento do PIB e déficit orçamentário fica em torno de 3,5%; inflação caiu para perto de 6%.
- Moscou continua a financiar o conflito, mantendo relações comerciais com China e outros, enquanto a Europa precisa adotar medidas mais firmes para pressionar o fim da guerra.
O texto analisa como a economia russa pode resistir a quedas de preço do petróleo e a sanções, após anos de reconfiguração liderada por Putin. A reportagem aponta que o Kremlin reestruturou finanças públicas e consolidação orçamentária para sustentar o esforço de guerra, mesmo com choques externos.
A avaliação destaca que o petróleo continua sendo uma âncora vital da renda do Estado, mas a taxa de câmbio, impostos e reservas internas têm fortalecido a capacidade de sobreviver à pressão externa. A depender de Venezuela, Irã e outras engrenagens globais, o mercado de petróleo pode sofrer variações, impactando a renda de Moscou de maneiras diferentes.
Especialistas divergem sobre o impacto de sanções mais duras. Alguns acreditam que quedas no preço do petróleo, associadas a medidas restritivas, poderiam reduzir significativamente as receitas. Outros ressaltam a capacidade russa de compensar com tributos adicionais, retenção de receita interna e uso de reservas.
O artigo observa que a Rússia tem gerido a transição econômica por meio de um orçamento mais contido em regiões, com cortes em gastos com educação e pensões, segundo estudo da Bruegel. Em paralelo, o país continua a emitir dívida controlada, com déficit próximo a 3,5% do PIB e inflação em torno de 6%.
No âmbito externo, Beijing, Coreia do Norte e outros parceiros aparecem como suportes comerciais. Enquanto a Rússia mantém a venda de óleo para diversos mercados, centros financeiros europeus, como Londres, podem reduzir eles próprios a capacidade de seguro de embarques, afetando a receita externa.
A reportagem ressalta que a economia russa não é em 2026 um sistema à beira do colapso, mas sim uma estrutura ajustada para sustentar o combate. O conjunto de políticas internas tem reduzido a dependência de receitas em dólares e ampliado o uso de fundos internos.
Em termos de contexto geopolítico, o texto cita que a guerra na Ucrânia recebe financiamento com reservas estatais, e que sanções mais rígidas ainda poderiam ter efeito, mas não necessariamente derrubar o funcionamento da máquina econômica. A análise cita que o Kremlin vende a operação militar como resistência a pressões ocidentais.
Contexto financeiro e militar
O texto compara a situação de guerra com experiências passadas de sanções mais duras, destacando que o objetivo é manter o fluxo de recursos para o esforço de guerra, sem depender de uma dependência externa em alta. O relatório menciona que o país reduziu a parcela das receitas provenientes do petróleo de 50% para 25%.
A reportagem encerra apontando que, embora haja espaço para aperfeiçoar a pressão econômica sobre Moscou, medidas coordenadas pela Europa e pelos aliados dos EUA devem continuar, para que o conflito tenha fim, sem prever um colapso econômico iminente.
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