- Danny Rimer, aos 55 anos, considerada a face pública da Index Ventures, avalia aposentadoria, sem pressa, mas dentro de uma decisão do conjunto da sociedade.
- A Index contabiliza saídas bilionárias recently, incluindo participação na Figma, que evoluiu de US$ 2 milhões para US$ 2,2 bilhões no IPO.
- A aposta na Wiz, companhia de cibersegurança, pode render bilhões à Index caso a venda para o Google se confirme.
- A gestora, fundada em 1996, captou cerca de US$ 15 bilhões ao longo de três décadas e se destacou por investir em empresas transatlânticas entre Europa e Vale do Silício.
- O grupo já sinaliza uma linha de sucessão com quatro líderes potenciais mais jovens — Shah, Achadjian, Mignot e Hammer — enquanto mantém uma estrutura de sociedade igualitária.
Danny Rimer, sócio da Index Ventures, viveu um dos seus melhores anos no venture capital e, aos 55 anos, já pensa na sucessão. A gestora europeia acumula saídas bilionárias e mira novas apostas em IA, mantendo-se discreta no mainstream do Vale do Silício.
De origem familiar, a Index passou de boutique a uma das mais bem-sucedidas firmas europeias de venture capital. O saldo 2025 aponta saídas de alto valor, com lucros que podem chegar a bilhões caso a aquisição da Wiz pelo Google se confirme.
O negócio que garantiu a visibilidade veio de um investimento de US$ 2 milhões na Figma, vendida por dezenas de bilhões de dólares. Hoje, a participação na Wiz, se fechada a venda, tende a gerar bilhões para o portfólio.
Sucessão e governança
Dois fundos da Index apresentaram retornos acima da média, segundo fontes que acompanharam pagamentos a investidores. A firma opera como sociedade igualitária, com oito investidores dividindo equity, taxas e decisões. Rimer é figura central, mesmo sem líder formal.
Rimer não planeja se aposentar, mas afirma que a decisão cabe ao conjunto da sociedade. Quatro colegas mais jovens são apontados como próximos a liderar: Shardul Shah, Nina Achadjian, Martin Mignot e Jan Hammer.
Liderança e talento
Caso avancem, terão de imprimir marca própria à Index, mantendo o ritmo em um mercado de captação desafiado. A firma resistiu a nichos de alto risco, priorizando apostas com laços transatlânticos entre Europa e EUA.
Rimer, fundado em Genebra, liderou decisões históricas, como o investimento na Discord e na Scale AI. Em 2023, Volpi, ex-sócio, aposentou-se e ajudou a estruturar o plano de sucessão com ações de saída de alto valor.
Resultados e posição no mercado
A Index captou cerca de US$ 15 bilhões com investidores externos ao longo de 30 anos. Em 2024, fundos da casa apresentaram DPI elevado, com ganhos significativos nas saídas de 2025. A Wiz elevou o peso da Index na carteira, com participação estimada em US$ 4,1 bilhões após a venda.
Shah lidera o escritório de Nova York e tem sido o principal articulador de investimentos em segurança cibernética. A equipe de gestão tem falado pouco sobre o desempenho, mantendo o foco na disciplina de investimentos.
Contexto do setor
Apesar do histórico vitorioso, a Index permanece menos visível fora do Vale do Silício. A gestão busca equilíbrio entre manter a cultura interna e ampliar a visibilidade, sem recorrer a autopromoção excessiva.
Analistas ressaltam que o setor de venture capital observa com atenção a sucessão em gestoras consolidadas, para evitar interrupções de atuação e manter o ritmo de captação. A Index promete seguir adotando um modelo colaborativo, com foco no longo prazo.
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