- Marina Silva celebra a aprovação do acordo Mercosul–União Europeia pela Comissão da UE e afirma que o texto é equilibrado e alinhado a desafios ambientais, sociais e econômicos.
- Segundo a ministra, o acordo está aderente à agenda ambiental brasileira, que busca desenvolvimento mantendo a proteção da natureza e o enfrentamento da mudança do clima; ela cita redução de desmatamento na Amazônia em cinquenta por cento e no Cerrado em trinta e dois vírgula três por cento em três anos.
- Há abertura de mais de quinhentos novos mercados para o agronegócio brasileiro.
- O Ministério do Meio Ambiente aponta como pontos fortes o compromisso com sustentabilidade, responsabilidades comuns, diferenciadas e soberania nos padrões ambientais de cada país.
- O texto prevê instrumentos financeiros para clima e biodiversidade, valoriza serviços da natureza, facilita financiamento ambiental, incentiva a bioeconomia e a transparência sobre desmatamento e cumprimento da legislação ambiental.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, comemorou a aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia pela Comissão da UE. O texto foi considerado equilibrado, alinhado a desafios ambientais, sociais e econômicos.
Marina Silva destacou que a negociação permite desenvolvimento aliado à proteção da natureza e à resposta à mudança do clima. Segundo ela, em três anos houve queda de 50% no desmatamento da Amazônia e 32,3% no Cerrado, ao mesmo tempo em que foram abertos mais de 500 mercados para o agronegócio brasileiro.
Para a ministra, a condução da agenda ambiental pelo governo federal e os compromissos do Mercosul foram determinantes para o resultado favorável junto ao bloco europeu. Ela afirma que a aprovação demonstra confiança na gestão ambiental do governo Lula.
Destaques
O acordo reforça compromissos de sustentabilidade ambiental e climático entre os países envolvidos, incluindo o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, e a soberania na definição de padrões ambientais nacionais.
A proposta também prevê instrumentos financeiros voltados a clima e biodiversidade, com a possibilidade de valorar serviços prestados pela natureza e de financiar ações ambientais.
Além disso, o texto incentiva a promoção de produtos da bioeconomia e de bens sustentáveis, prevê fornecimento de informações sobre desmatamento e exige cumprimento da legislação ambiental por exportadores. As salvaguardas visam evitar impactos negativos e ampliar o comércio de forma sustentável.
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