- Onze grandes bancos centrais, incluindo o Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra, o Banco do Canadá, o Banco da Coreia e o Swiss National Bank, emitiram apoio a Jerome Powell, ressaltando que a independência do Fed é essencial para a estabilidade de preços e a resiliência financeira.
- a declaração de apoio ocorreu após a escalada, pela administração Trump, de uma investigação criminal ligada a uma renovação de 2,5 bilhões de dólares na sede do Fed em Washington.
- Powell afirmou que o FBI/Departamento de Justiça fizeram notificações formais ao Fed por meio de subpoenas, associadas a possível acusação criminal ligada ao depoimento de junho de 2025 ao comitê do Senado.
- Trump negou qualquer relação entre a investigação e a política de juros, criticou Powell e disse não ter conhecimento sobre as subpoenas; o governo afirmou que o DOJ atua de forma independente.
- O mercado reagiu de forma contida: o dólar recuou, futuros de ações dos EUA caíram e futuros de Treasuries subiram, enquanto investidores avaliavam o impacto do pressionamento político sobre o Fed.
11 grandes bancos centrais apoiam Powell diante de inquérito envolvendo Trump
11 bancos centrais proeminentes manifestaram apoio ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, nesta semana, diante de pressões políticas que podem afetar os mercados globais. O posicionamento veio após o governo de Donald Trump ampliar uma investigação criminal ligada a reformas no prédio do Fed em Washington.
A declaração conjunta foi assinada por autoridades do BCE, do Bank of England, do Bank of Canada, do Bank of Korea, do Swiss National Bank e de outras instituições, destacando a independência como base para a estabilidade de preços, resiliência financeira e confiança pública. Powell foi citado como colega respeitado, orientado por seu mandato.
Powell disse, em tom direto, que o Fed pode estar sob risco de independência, citando um possível indiciamento ligado ao depoimento de Powell à Comissão do Senado em junho de 2025. O foco foi os encargos sobre custos da reforma de 2,5 bilhões de dólares, estimados bem acima do previsto.
O que motivou a reação foi a divulgação de que o Departamento de Justiça enviou subpoenas à instituição e ameaça de criminalização, segundo relatos. Trump negou vínculo entre a investigação e as decisões de política de juros, reiterando críticas à gestão de Powell.
Reação de Mercado
A resposta dos mercados foi de cautela: o dólar recuou frente a várias moedas, futuros de ações dos EUA oscilaram e futuros de Treasuries reagiram. O tema também elevou o debate sobre a independência de bancos centrais diante de pressões políticas.
Powell tem mandato como presidente do Fed até maio de 2026; seu lugar no Conselho de Governadores segue até janeiro de 2028. Trump indicou que não pretende reconduzi-lo e sinalizou um possível substituto, com Kevin Hassett entre os nomes citados.
A tensão entre o governo federal e instituições independentes, como o Fed, ganha novo capítulo com o foco público sobre investigações e custo da reforma do prédio. Analistas ressaltam que a independência institucional permanece como principal ângulo do debate.
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