- Embedded finance deixou de ser inovação pontual no Brasil e passou a fazer parte da estratégia central de empresas não financeiras, como varejo e educação.
- A maturidade depende de infraestrutura tecnológica, governança, rastreabilidade e integração segura com instituições reguladas.
- O financeiro passa a integrar a jornada do cliente, impactando retenção, ticket médio e previsibilidade de receita.
- É possível escalar serviços financeiros sem assumir riscos bancários, conectando-se a instituições reguladas por meio de infraestrutura adequada.
- A tendência é que o embedded finance vire infraestrutura competitiva, padrão em setores com relação próxima e recorrência.
O embedded finance deixou de ocupar espaço marginal nas estratégias empresariais e passou a integrar o planejamento de companhias não financeiras no Brasil. Varejistas, educação e serviços ampliam ofertas financeiras próprias para se aproximar do cliente, aumentar recorrência e coletar dados da jornada de consumo.
O movimento acompanha uma tendência global. Relatórios do World Economic Forum apontam que o embedded finance se consolida como vantagem competitiva para empresas fora do sistema financeiro tradicional, desde que haja governança, rastreabilidade e integração segura com instituições reguladas.
Para Uilan Coqueiro, diretor de tecnologia da Ukam, o amadurecimento no Brasil está atrelado à evolução da infraestrutura tecnológica. “Não se trata de virar banco, mas de conectar jornadas de negócio a SCDs e bancos com auditabilidade, velocidade e compliance”, afirma.
A Ukam atua como camada de infraestrutura que viabiliza embedded finance para empresas não financeiras, assegurando rastreabilidade, aderência regulatória e integração eficiente com parceiros do sistema financeiro.
Antes tratada como inovação pontual, a infraestrutura passou a ser o ponto central. Aumentos regulatórios e de compliance fizeram a lógica migrar para a governança que sustenta o modelo em larga escala, segundo Coqueiro.
Empresas que tentam internalizar soluções financeiras sem esse cuidado enfrentam riscos operacionais e regulatórios. Sem governança, o embutido financeiro pode se tornar passivo, afirma o executivo.
O diferencial não está apenas no produto financeiro, mas na integração dele à experiência do usuário. Crédito, pagamento ou financiamento passam a compor a jornada do cliente, melhorando retenção, ticket médio e previsibilidade de receita.
O embedded finance permite escalar serviços sem assumir riscos bancários, conectando-se a instituições reguladas via infraestrutura adequada. A empresa mantém seu core, enquanto o financeiro funciona como meio, não fim.
A tendência indica que o embedded finance se tornará infraestrutura competitiva, especialmente em setores com forte relacionamento e recorrência. Quem não estruturar governança e tecnologia adequada pode perder espaço.
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