- Bitcoin subiu quase 5%, chegando a US$ 95.232, com investidores avaliando riscos políticos e um tom de risco mais favorável no mercado.
- Abertura das ações asiáticas foi modestamente positiva após Wall Street fechar em queda, com foco em política e fluxos entre classes de ativos, que costumam impactar o crypto.
- Dados on-chain indicam que detentores de curto prazo voltaram a registrar lucro, o que pode reduzir pressão de venda e sustentar a alta do Bitcoin.
- China abriu em alta: Shanghai +0,89%, SZSE Component +1,54% e China A50 +0,56%; Hong Kong também avança, com o Hang Seng em alta.
- Michael Saylor confirmou a compra de 13.627 BTC, cerca de US$ 1,25–1,3 bilhão, ajudando o sentiment e atraindo novos fluxos para o mercado de criptomoedas.
Bitcoin subiu quase 5% e chegou a US$ 95.232 nesta quarta, enquanto ações asiáticas abriram em alta moderada após a Wall Street fechar em baixa, em meio aRisk policy novos sinais e um humor de risco variável nos mercados.
Analistas destacam que tensões no Oriente Médio ajudam a atrair investidores para ativos de refugio, como criptomoedas, fortalecendo o cenário de alta. Dados on‑chain apontam que quem detém em curto prazo volta ao lucro, o que pode reduzir pressão de venda.
Para manter o otimismo, o Bitcoin precisa fechar firmemente acima de US$ 92 mil‑US$ 94 mil, recuperando médias móveis importantes. Se não sustentar o patamar, pode consolidar ou testar suporte próximo a US$ 88 mil.
Desempenho regional
As maiores bolsas da China abriram em terreno positivo: Shanghai ganhou 0,89%, SZSE Component subiu 1,54% e China A50 avançou 0,56%. Hong Kong também mostrou alta inicial, com o Hang Seng subindo 0,35%.
Mercado de criptomoedas em alta, com Bitcoin cotado em US$ 95.325, alta de 4,4%. Ether avançou 6,7%, para US$ 3.321, e XRP operava em US$ 2,17, com alta de 5,6%. A Capitalização total do setor ficou em US$ 3,33 trilhões, 4,5% acima.
Movimentação institucional
O otimismo ganhou impulso após Michael Saylor confirmar a compra de 13.627 BTC, estimada entre US$ 1,25 bilhão e US$ 1,3 bilhão, a preço médio de cerca de US$ 91.500 por moeda. O movimento ajudou a sustentar o sentimento e atrair novas entradas.
O rally também foi trabalhado pela dinâmica de mercado: compradores levaram o Bitcoin à faixa de US$ 94 mil–US$ 95 mil, antes resistida por semanas. Observadores apontam aumento de open interest e funding negativo, pressionando vendavendedores no avanço rápido.
Panorama no Japão e nos EUA
No Japão, o índice Nikkei 225 subiu 0,9%, com o iene atingindo o nível mais fraco desde julho de 2024, o que favorece exportadores e sustenta o apetite por risco na região. Ainda, o mercado monitora possível decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas globais.
À noite, os EUA encerraram em queda: Dow Jones caiu 0,80%, S&P 500 cedeu 0,19% e Nasdaq recuou 0,10%. O setor financeiro foi o principal motor negativo, com Visa, Mastercard e JPMorgan recuando após preocupações sobre limites de juros de crédito.
Commodities e cenário macro
O petróleo avançou com tensões geopolíticas, enquanto o ouro atingiu novas máximas. Dados de inflação norte-americana, na média, permaneceram alinhados às expectativas, mantendo apostas em cortes de juros ainda relevantes para o humor dos mercados.
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