- Bitpanda, apoiada por Peter Thiel, planeja abrir o capital em Frankfurt no primeiro semestre de 2026, segundo a Bloomberg.
- A empresa busca uma avaliação entre €4 bilhões e €5 bilhões e contratou Goldman Sachs, Citigroup e Deutsche Bank para assessorar a oferta.
- A possibilidade de listagem no primeiro trimestre continua sob análise, com o timing ligado à liquidez e demanda de investidores institucionais.
- O CEO, Eric Demuth, já descartou a listagem no Reino Unido, mirando Frankfurt ou Nova York para futuras operações e buscando maior participação institucional.
- A agenda regulatória da União Europeia, com MiCA, e o interesse de bancos como o Deutsche Bank em serviços de custódia criam um ambiente favorável para o IPO.
Bitpanda, plataforma europeia de criptoativos sediada em Viena, negocia abertura de capital na Bolsa de Frankfurt no primeiro semestre de 2026. A empresa busca uma avaliação entre 4 e 5 bilhões de euros e já contratou Goldman Sachs, Citigroup e Deutsche Bank para coordenar a oferta.
A operação seria um passo para testar o mercado público após o período de alta recente no setor. A empresa analisa opções de listing que podem começar já no primeiro trimestre, dependendo de condições de mercado e liquidez.
Bitpanda não respondeu ao Cryptonews até o momento. A notícia surge em meio a movimentos do setor em que empresas de cripto e serviços financeiros buscam ampliar liquidez e capacidade de atuação regulada.
A estratégia de lista ocorre em paralelo a avanços regulatórios da UE. O regime MiCA pressiona empresas a formalizarem licenças e infrastructuras compatíveis com normas até 30 de junho de 2026, o que favorece plataformas com governança e conformidade mais robustas.
O calendário de ofertas públicas para cripto tem ganhado fôlego. Em 2025, Circle, Bullish e Gemini concluíram IPOs atravessando as bolsas de valores americanas, fortalecendo o interesse institucional em receitas de cripto.
Além de Frankfurt, Bitpanda avalia opções em Nova York para futuros listings, com foco em mercados que suportem volumes sustentados e participação institucional em ativos ligados a cripto. A direção busca liquidez para expansão de produtos e infraestrutura.
A conexão com o setor financeiro alemão fica ainda mais evidente. O Deutsche Bank planeja lançar um serviço de custódia de cripto em 2026 e utiliza a tecnologia da Bitpanda, com Taurus fornecendo infraestrutura de ativos digitais.
No cenário regulatório, a adoção de licenças na UE e a clareza regulatória costumam favorecer plataformas que combinam crescimento com conformidade, abrindo caminho para maior participação de investidores institucionais.
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