- O diretor-geral da ANP, Artur Watt, pediu antecipar estudos técnicos para aumentar a mistura de biocombustíveis e reagir com rapidez a crises internacionais.
- O Brasil avalia elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32% (E32) e de biodiesel no diesel de 15% para 16% (B16).
- Atualmente são usados E30 e B15; mudanças dependem de comprovação de viabilidade técnica, por meio de testes.
- O CNPE adiou pela segunda vez a reunião para discutir o aumento da mistura de etanol (E32), sem nova data anunciada.
- O governo, com apoio da ANP, admite os ajustes e espera anunciar as mudanças até o fim do ano, conforme os resultados dos testes.
O diretor-geral da ANP, Artur Watt, afirmou que o Brasil precisa antecipar estudos técnicos sobre o aumento da mistura obrigatória de biocombustíveis para reagir com maior agilidade a crises internacionais. A declaração ocorreu na abertura do 3º Fórum Biodiesel e Bioquerosene, em São Paulo.
Watt participou do evento no Distrito Anhembi nesta quarta-feira (13/5/2026). Ele destacou a importância de testar a viabilidade técnica antes de qualquer mudança na política de mistura, para que o país esteja pronto em situações de instabilidade global.
O tema em discussão é a elevação da mistura de etanol na gasolina de 30% (E30) para 32% (E32) e do biodiesel no diesel de 15% (B15) para 16% (B16). A proposta está prevista na Lei do Combustível do Futuro, com condições técnicas a comprovar.
A posição da ANP, segundo Watt, é apoiar aumentos quando houver necessidade econômica e energética, especialmente em momentos de crise. O regulador também ressalta a importância de testes para embasar decisões governamentais.
A definição sobre o avanço depende do governo. Na semana passada, o Ministério de Minas e Energia adiou pela segunda vez a reunião do CNPE, que avaliaria o E32. A nova data ainda não foi anunciada.
O CNPE é presidido pelo ministro Alexandre Silveira. A pauta inicial previa a deliberação sobre a mistura do etanol, com a expectativa de ter decisão até o fim do ano, caso haja alinhamento técnico e político.
Em cerimônia anterior ao fórum, o presidente Lula sinalizou a chance de ampliar as misturas obrigatórias. O governo informou que os testes para o E32 e o B16 já avançaram, com previsão de conclusão para embasar decisões.
Analistas apontam que a ampliação pode reduzir a exposição a oscilações do petróleo e favorecer a competitividade da produção nacional de biocombustíveis. O debate ocorre no contexto de alta de combustíveis fósseis no mercado internacional.
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