- A economia britânica cresceu 0,6% no primeiro trimestre, mesmo com a guerra no Irã impactando o cenário, mostrando resiliência.
- O crescimento por pessoa foi saudável, atingindo a taxa mais rápida em quatro anos, mesmo diante de padrões de alta população.
- Em comparação com outros países desenvolvidos, o Reino Unido teve o crescimento mais rápido entre as maiores economias do G7, contrariando a previsão do FMI de maior impacto.
- Setores que puxaram o avanço incluíram serviços, construção e manufatura, além de comércio atacadista e varejo; atividades profissionais científicas e de informação/tecnologia também tiveram bom desempenho.
- Alguns setores enfrentaram queda, como máquinas e equipamentos e serviços administrativos; a confiança dos consumidores caiu com o aumento de custos de energia e hipotecas, o que pode pesar no crescimento.
O desempenho da economia britânica surpreendeu, com crescimento sólido no primeiro trimestre, ampliando a resistência frente ao choque causado pela guerra no Irã. O PIB avançou 0,6% entre janeiro e março, segundo dados oficiais, apesar da turbulência externa.
O ritmo também foi positivo ao olhar para a renda por pessoa, com o PIB per capita registrando alta pela primeira vez em quatro anos, sustentado por ganho de produtividade e mais pessoas trabalhando.
Em comparação internacional, o Reino Unido figura entre os mais dinâmicos entre as grandes economias avançadas no início do ano, superando a média do G7. O FMI apontava o país entre os mais impactados, o que não se confirmou até agora.
Contribuição setorial
Serviços, construção e manufatura apresentaram avanços, indicando consumo robusto e investimento. Atividades profissionais, científicas e de informação puxaram o desempenho, impulsionadas pelo setor de tecnologia e IA.
Sinal de vulnerabilidade
Alguns ramos enfrentaram quedas, entre eles maquinaria e equipamentos e serviços administrativos, em meio ao aumento de custos com combustíveis e químicos. O setor de construção residencial também preocupa devido às altas de juros.
Confiança do consumidor
Apesar da resiliência, a confiança dos consumidores recuou diante de custos de energia e de hipotecas. Governo e Banco Central acompanham de perto a evolução, enquanto há expectativa por normalização no Golfo.
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