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Ibex 35 e bolsa espanhola sobem com avanços no mercado

Mercados recuam com pausa no rali, bolsas caem e dólar avança; petróleo supera US$ 107, elevando preocupações inflacionárias e expectativa sobre política monetária

Donald Trump y Xi Jinping, en Beijing, China.
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  • As Bolsas globais recuam e os rendimentos de títulos sobem, após alta da inflação e dúvidas sobre a sustentação da alta impulsionada pela IA.
  • O petróleo Brent sobe acima de 107 dólares por barril, com o desempenho influenciado por declarações de Donald Trump sobre o Estreito de Ormuz, que depois foram ajustadas.
  • A Nvidia sobe 4,4% após a autorização de venda de chips H200 a empresas chinesas, impulsionando índices como S&P 500 e Nasdaq.
  • As ações da Ásia-Pacífico recuam, com o MSCI ex-Jap caindo 1,2% e o Nikkei perdendo 1,2%, em meio a dados de inflação e expectativa de alta de juros.
  • O dólar avança em relação a todas as principais moedas, com o yen em torno de 158 por dólar; a libra cai a 1,3385 dólares após a demissão de ministro britânico.

O mercado global recuou nesta sexta-feira, pressionado pela alta dos preços do petróleo e pela inflação, que afeta a expectativa de cortes de juros. O Ibex 35 e as bolsas mundiais operaram em baixa, com quedas também nos títulos, diante de especulações sobre custos energéticos elevados por mais tempo.

Os futuros europeus perderam mais de 1%, sob o signo de cautela, enquanto o dólar avançou pela quinta sessão consecutiva. Os resultados fracos que chegam de algumas economias e o temor de inflação persistente pesam sobre o apetite por ativos de maior risco.

A curva de juros norte-americana subiu, com o rendimento dos Treasuries de dois anos em 4,05% e o de 10 anos em 4,51%. No Japão, o rendimento a 10 anos subiu até 7 pontos base após dados que mostraram aceleração do índice de preços ao produtor.

Mercado de commodities e discurso político

O Brent subiu mais de 1%, acima de 107 dólares por barril, após Donald Trump afirmar inicialmente que EUA não precisaria reabrir o estreito de Ormuz, motivos que geraramm controvérsia. Horas depois, ele disse que manter a passagem marítima aberta permanece desejável.

Essa dinâmica ocorre em meio a resultados corporativos sólidos e à resiliência da economia norte-americana, que impulsionaram as bolsas globais a recordes recentes. No entanto, o repique do petróleo pode reavivar a inflação e reduzir margens para cortes de juros.

Perspectiva de mercados e opinião de especialistas

Analistas apontam que a alta recente pode representar uma pausa ou ajuste de carteiras após o ciclo de resultados nos EUA. A tendência de crescimento do setor tecnológico depende de novos catalisadores e de sinais sobre inflação.

Entre investidores asiáticos, a euforia inicial deu lugar a temores inflacionários, elevando os rendimentos dos Treasuries a níveis de um ano. A atenção segue voltada para as decisões de política econômica global e para dados de inflação.

Visita a Pekín e impacto corporativo

A atenção internacional está em Pekín, onde Trump conclui uma visita de Estado de dois dias. A comitiva inclui o CEO da Tesla, Elon Musk, e o CEO da Nvidia, Jensen Huang. A empresa recebeu impulso após permitida a venda de chips H200 para chineses, apoiando índices norte-americanos.

Apesar do otimismo nos EUA, as bolsas da Ásia enfrentam pressão. O MSCI Asia-Pacífico, excluindo Japão, cai 1,2% nesta sessão. O Nikkei recua 1,2% após dados de inflação ao produtor acelerados no Japão.

Dados regionais e câmbio

O dólar permanece forte, com ganho semanal estimado em 1,2%, ajudando o iene a recuar para 158 por dólar. A libra esterlina opera em queda, acompanhando a instabilidade política no Reino Unido após a demissão de um ministro, com a moeda em torno de 1,3385 dólares.

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