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A velha economia entre as vencedoras improváveis da IA

A demanda por infraestrutura de IA impulsiona ações da velha economia, com Caterpillar, Hochtief e Nucor registrando altas expressivas e o setor de data centers puxando o movimento

Grupo de 200 empresas supera o MSCI World Index, que subiu 21% nos últimos 12 meses
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  • Grupo de empresas da “velha economia” supera o MSCI World em doze meses encerrados em nove de junho, com Caterpillar no topo, alta de cento e cinquenta e um por cento e ganho de quarenta e sete bilhões de dólares no valor de mercado.
  • Ford subiu cerca de vinte e cinco por cento em maio ao anunciar que parte de sua tecnologia de carros elétricos será usada para fabricar baterias voltadas a data centers.
  • Ação da BHP subiu cinqüenta e seis por cento em doze meses, impulsionada pela perspectiva de crescimento da demanda por cobre.
  • Hyperscalers devem investir cerca de US$ 700 bilhões em dois mil e vinte e seis; gastos mensais com construção de data centers nos Estados Unidos atingiram US$ 50 bilhões em abril.
  • Corning saltou mais de duzentos e setenta por cento após fechar acordos para fornecimento de cabeamento de fibra óptica; Siemens e Schneider Electric apontam demanda de IA como tendência de longo prazo.

Aala notícia aponta que a velha economia surge entre as chamadas vencedoras improváveis da onda de IA. Empresas de setores tradicionais estão registrando valorização expressiva à medida que investem na infraestrutura necessária para a tecnologia.

Um grupo de cerca de 200 companhias, incluindo Caterpillar, Hochtief e Nucor, superou o MSCI World Index nos 12 meses encerrados em 9 de junho. O MSCI subiu 21% no período, segundo levantamento do Financial Times.

Ganhos entre a velha economia

Entre os destaques, a Caterpillar registrou alta de 151%, elevando em US$ 247,7 bilhões seu valor de mercado. A mineradora BHP teve ganho de 76,5% no período, impulsionada pela demanda por cobre.

A Ford também aparece entre os ganhadores recentes, com aumento de 25% em maio. A empresa passou a redirecionar parte de tecnologia de carros elétricos para baterias voltadas a data centers.

Investimentos e caminhos da infraestrutura

Investidores passam a mirar além das fabricantes de chips e gigantes de software, buscando empresas que devem se beneficiar da construção de data centers e da infraestrutura de IA. Estudo do FT aponta que gastos com centros de dados chegaram a US$ 50 bilhões mensais nos EUA em abril.

Algumas companhias históricas já avaliavam suas estratégias para IA antes mesmo de o tema ganhar impulso. A Corning, fornecedora de vidro e de cabos de fibra óptica, teve alta de mais de 270% após fechar acordos com Meta e Nvidia.

Analistas questionam a sustentabilidade desse movimento, diante de possíveis bolhas acionárias. A Bain & Company estima necessidade de US$ 2 trilhões em receita anual de IA para justificar os gastos com data centers.

Perspectivas e resultados de parceiros

Confira a visão de grandes players sobre o tema. Schneider Electric mantém data centers como parte central de sua estratégia, segundo o FT. Siemens aponta demanda por IA como tendência de crescimento estrutural de longo prazo, com aumento de 40% no segmento de data centers em 2025.

O desempenho recente dos papéis da Schneider Electric registrou alta acumulada de 17%, enquanto as ações da Siemens avançaram 20,5%. Esses números reforçam a percepção de que, para além dos grandes nomes de tecnologia, empresas de setores tradicionais podem figurar entre os beneficiários da expansão da IA.

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