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Bancas europeias pedem avanços na união do mercado sem fundo de depósitos

Banco europeu pressiona Bruxelas por simplificação regulatória e conclusão da união bancária, sem mencionar explicitamente o fundo de garantia de depósitos

La presidenta de la Comisión Europea, Úrsula von der Leyen.
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  • A Federação Bancaria Europeia estima que a economia da UE precisa de 1,4 trilhão de euros em financiamento, atualizando a cifra de 800 bilhões do relatório Letta, e defende simplificação regulatória e conclusão da união bancária, sem mencionar explicitamente um fundo de garantia de depósitos comum.
  • A ideia de uma união bancária inclui um supervisor único e um mecanismo de resolução já existentes; o fundo de garantia de depósitos unificado continua pendente devido a objeções de alguns países do norte da Europa.
  • Bancos do sul da Europa pressionam para avançar com a união bancária para facilitar fusões transfronteiras; a proposta acontece durante uma operação de fusão/compra envolvendo Unicredit e Commerzbank, que enfrenta resistência do governo alemão.
  • O relatório de Oliver Wyman aponta sete recomendações para aumentar a competitividade da banca europeia, entre elas completar a união bancária, reduzir a fragmentação institucional e ampliar a escala.
  • Entre as medidas, estão revisar requisitos de capital (níveis 2 e 3), ampliar o mandato do Banco Central Europeu para além da estabilidade financeira, e avançar em reformas regulatórias e na conta única de investimento.

A Federación Bancaria Europea apresentou um estudo elaborado pela consultoria Oliver Wyman que estima em 1,4 trilhões de euros as necessidades de financiamento da economia da UE. O relatório atualiza cifra anterior associada ao Letta, que apontava 800 bilhões de euros, e defende simplificação regulatória.

Conduzindo a pauta, o documento também defende avançar na união bancária, mantendo, porém, a opção de não mencionar explicitamente a criação de um fundo comum de garantia de depósitos. A proposta é parte de um debate antigo entre bancos europeus e governos.

O estudo aponta que a pouca integração dos bancos europeus aumenta custos e reduz resistência a choques. Segundo a pesquisa, a ausência de uma instituição de garantia unificada dificulta fusões transfronteiras e a formação de campeões paneuropeus.

A União Europeia prepara um relatório sobre o tema para o verão, com expectativa de propor medidas legislativas no próximo ano. Espanha, Itália e França atuam como impulsores da revisão regulatória nessa linha.

Entre as recomendações, a Federação Bancária Europeia pressiona pela conclusão da união bancária como condição para maior competitividade e financiamento de investimentos. Bancos do sul da Europa são os mais impactados pela atual fragmentação.

Em foco: impactos regulatórios e supervisão

O estudo ressalta que o nível de capital e liquidez ainda é exigido por filiais em cada país, o que pode desincentivar consolidação. Divergências entre autoridades nacionais também aparecem como entraves à integração plena do mercado.

A pesquisa destaca a necessidade de uma visão holística dos requisitos de capital, pedindo reestruturação dos componentes de nível 2 e nível 3. A ideia é simplificar regras de supervisão sem comprometer a segurança.

A proposta também sugere ampliar o mandato do BCE como supervisor. Hoje, o BCE trabalha com a estabilidade financeira da zona do euro; ampliar competências incluiria promover a competitividade do setor financeiro europeu.

Outras medidas citadas envolvem racionalizar recargos de capital, modernizar o arcabouço regulatório e revisar normas prudenciais. O relatório também sugere avanços na conta única de investimentos e na reforma do mercado de titulizações.

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