- Biomm projeta EBITDA entre R$ 90 milhões e R$ 100 milhões em 2026, crescimento de cerca de 3.000% em relação ao ganho de R$ 3,3 milhões registrado em 2025.
- O avanço depende do ramp-up da fábrica em Nova Lima e de parcerias com Biomanguinhos/Fiocruz e Funed, além da expansão da marca Glargilin no mercado privado.
- A Alaska Gestão de Recursos assumiu participação que era do Fundo Cartago e do BRB; a empresa também trocou de CEO em janeiro.
- No primeiro trimestre de 2026, a receita líquida foi de R$ 92,4 milhões, revertendo o prejuízo de igual período do ano anterior.
- A Biomm avalia entrada no mercado de canetas emagrecedoras com a parceira indiana Biocon; o valor de mercado é de cerca de R$ 917 milhões, e as ações caíram 5,6% em 2026.
Dois meses após se desvincular do escândalo envolvendo o Banco Master, a Biomm projeta um crescimento expressivo de seu Ebitda para 2026, ainda dependente do ramp-up da fábrica de Nova Lima e de acordos com parceiros públicos. A companhia reporta primeiro resultado positivo até então.
Quem está envolvido: a Biomm, que teve o Fundo Cartago, ligado ao Master, como sócia, comunicou o guidance para 2026. A gestora Alaska assumiu participação que antes era do BRB. Em janeiro, a empresa trocou de CEO.
Quando e onde: a projeção foi anunciada após a divulgação dos resultados mais recentes e refere-se ao ano de 2026. A fábrica de Nova Lima é um dos pilares para o incremento previsto, no estado de Minas Gerais.
Desdobramentos e metas
A Biomm aponta Ebitda entre R$ 90 milhões e R$ 100 milhões em 2026, o que representaria um salto de cerca de 3.000% frente ao ganho de R$ 3,3 milhões de 2025. O guidance também cita parcerias com Biomanguinhos/Fiocruz e Funed.
Além disso, a farmacêutica pretende ampliar a presença da marca Glargilin no mercado privado, como parte da estratégia de expansão. A empresa também busca entrar no segmento de canetas emagrecedoras, com acordo com a indiana Biocon.
Dados operacionais e mercado
No primeiro trimestre de 2026, a Biomm registrou receita líquida de R$ 92,4 milhões, revertendo prejuízo do ano anterior. As ações da empresa na B3 caíram 5,6% em 2026 e 25% em 12 meses, com valor de mercado estimado em R$ 917 milhões.
A notícia ocorre em meio a reforços de governança e mudanças na gestão da Biomm, que desde o início de 2026 tem passado por ajustes para sustentar o crescimento esperado.
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