- Correios devem registrar em 2026 o pior resultado da história, segundo o plano de reestruturação, conforme afirmou a ministra Esther Dweck.
- No primeiro trimestre, a estatal teve prejuízo de R$ 3,2 bilhões, acima do que a gestão previa.
- A ministra diz que o déficit anual é esperado, mas não representa descontrole; parte da deterioração decorre de um empréstimo de R$ 12 bilhões aberto no fim de 2025.
- Recursos estão sendo usados para renegociar dívidas e reorganizar operações, com avanços estruturais, parcerias, retomada de contratos e melhoria nos prazos de entrega.
- Uma parceria com a Receita Federal para logística de galpões de mercadorias apreendidas deve ser anunciada em breve; o rombo primário das estatais federais tem Correios e Emgepron como principais pressionados.
Os Correios devem registrar em 2026 o pior resultado da história, segundo a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. A análise foi feita em entrevista ao jornal O Globo. A recuperação virá após o período de reestruturação.
No primeiro trimestre, a estatal acumulou prejuízo de 3,2 bilhões de reais. O valor ficou aquém do que a administração da empresa previa, ampliando a percepção de piora contábil no curto prazo.
Para Dweck, a piora faz parte do ajuste: parte do rombo está ligada a um empréstimo de 12 bilhões de reais aberto no fim de 2025 e utilizado neste ano. Os recursos são aplicados na renegociação com credores e fornecedores.
Progresso e medidas estruturais
A ministra afirmou que, apesar dos números negativos, há avanços estruturais. O plano inclui fechamento de parcerias, retomada de contratos e melhoria de prazos de entrega, o que pode gerar novas receitas.
Uma parceria com a Receita Federal, voltada à logística de galpões para mercadorias apreendidas, deve ser anunciada em breve, segundo Dweck. A ideia é ampliar a atuação logística dos Correios e ampliar a rentabilidade.
Entre janeiro e abril, o rombo primário das estatais federais teve maior peso nos Correios e na Emgepron, segundo a ministra. Enquanto os Correios enfrentam déficits por receitas maiores que as despesas, a Emgepron registrou déficit por investimentos, apesar de ter lucro.
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