- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Pix não participa de negociações com os EUA.
- O USTR abriu investigação sob a Seção 301 e propôs tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, citando o Pix entre as práticas questionadas no comércio digital.
- Durigan disse que o Pix ampliou o mercado de pagamentos, gerou oportunidades para crédito e débito e é gratuito e de fácil uso, sendo cobiçado por outros países.
- O ministro associou críticas ao Pix à atuação da família Bolsonaro no exterior, afirmando que o sistema está fora de debate e que interesses privados pressionam contra sua universalização.
- O governo reuniu ministros para discutir ações diante da ameaça tarifária, com prazo para decisão final dos EUA em 15 de julho de 2026, mantendo o diálogo e o foco no interesse nacional.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira que o Pix não está em negociação com os EUA. A declaração ocorre após o USTR propor tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, citando o sistema de pagamentos instantâneos como prática desleal ao comércio.
O governo norte-americano abriu a investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O Pix está entre os alvos considerados como possível barreira ao comércio digital e aos serviços de pagamentos eletrônicos de empresas dos EUA no Brasil.
Durigan rebateu a acusação, afirmando que o Pix não prejudica empresas estrangeiras, mas amplia o mercado de pagamentos e gera oportunidades para crédito e débito no país. O ministro reforçou o orgulho brasileiro pela inovação tecnológica do sistema.
Ele citou o interesse de países da região e da Europa em se conectar ao Pix, por ser gratuito, simples e de uso acessível. A posição do governo é de manter o Pix fora de qualquer debate político e manter o foco na soberania financeira.
O ministro associou críticas ao Pix a ações da oposição ao exterior, mencionando a família Bolsonaro. Segundo Durigan, há pressões interessadas em transformar o sistema financeiro brasileiro em alvo de disputas políticas.
Nesta terça-feira, o governo manteve diálogo com ministros para discutir respostas frente à ameaça tarifária. A agenda inclui mitigar impactos, proteger empresários e defender o interesse nacional.
Mercado reage em meio à disputa. O Pix processa mais de 200 milhões de transações diárias e se tornou a principal forma de pagamento do Brasil em pouco tempo, o que torna qualquer ameaça relevante para bancos, fintechs e varejo.
O prazo para decisão final dos EUA é 15 de julho de 2026. Enquanto isso, o governo brasileiro reforça canais de diálogo, sem abrir mão do que considera essencial: soberania nacional, Pix e interesse da população.
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