- Gastos com segurança no transporte elevam os custos finais de 62% das indústrias brasileiras, aponta a CNI.
- Dois a cada dez setores já sofreram roubo ou furto de cargas rodoviárias; 81% concordam que a insegurança amplia o Custo Brasil.
- 45% das empresas dizem que investimentos gerais em segurança encarecem o custo final de seus produtos; 20% já foram vítimas de roubo ou furto.
- Rodovias concentram ocorrências: 68% das empresas relatam incidentes nesse tipo de transporte; fios e cabos aparecem em 60% dos furtos, seguidos por ferramentas (31%) e máquinas (23%).
- Risco cibernético também preocupa: 30% registraram perdas financeiras diretas com fraudes ou resgate de dados; 75% fazem backup, 67% usam softwares de segurança e 34% contratam equipes especializadas.
A insegurança no transporte de cargas eleva o custo final de produção em setores industriais no Brasil. A constatação vem de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta impacto para empresas de diferentes portes e geografias.
Segundo o estudo, duas a cada dez indústrias já sofreram roubo ou furto de cargas rodoviárias. Em resposta, muitas passaram a investir mais em proteção patrimonial, rastreamento, escolta e seguros.
A pesquisa reforça que a insegurança contribui para o Custo Brasil. Além disso, 45% das empresas dizem que os investimentos gerais em segurança elevam o preço final dos produtos.
Insegurança pesa no Custo Brasil
De acordo com o levantamento, 81% das indústrias concordam que a insegurança patrimonial aumenta custos. Ao todo, 62% relatam elevação dos custos finais por causa da segurança no transporte.
A partir desses dados, o problema deixa de ser apenas operacional e passa a afetar competitividade, margem de lucro e price tagging para o consumidor.
Entre os destaques da pesquisa estão: 81% veem contribuição da insegurança para o Custo Brasil; 62% mencionam aumento de custos com segurança no transporte; 45% citam encarecimento decorrente de investimentos em segurança; 20% já sofreram roubo ou furto de cargas rodoviárias.
Rodovias concentram ocorrências
Entre as empresas que registraram roubo ou furto nos últimos cinco anos, 68% apontam rodovias como local de ocorrência. O transporte terrestre é, portanto, um ponto sensível para a segurança industrial.
Fios e cabos lideram as ocorrências, correspondendo a 60% dos casos, seguidos por ferramentas (31%) e máquinas de produção (23%).
Sobre medidas públicas, 54% dos entrevistados consideram o aumento do policiamento em áreas industriais prioritário. Já 4% avaliam que o cenário melhorou nos últimos cinco anos.
Risco cibernético também preocupa
A pesquisa também aponta vulnerabilidades digitais. Há registro de vazamentos de dados e ataques de ransomware entre as indústrias.
Resultados indicam que 30% das empresas tiveram perdas financeiras diretas com fraudes ou pagamento de resgates de dados.
Para mitigar riscos, as indústrias adotam diferentes medidas: 75% fazem backups regulares, 67% investem em software de segurança e 45% implementam políticas de acesso mais rígidas.
Acesso aos dados e perfil dos respondentes
A pesquisa foi realizada pela Nexus — Pesquisa e Inteligência de Dados. Ao todo, 1.003 empresas industriais de pequeno, médio e grande portes participaram.
Os encontros ocorreram entre 12 de março e 7 de abril de 2026. Entre os respondentes, 503 representam pequenas indústrias e 500 atuam em médias e grandes organizações.
O estudo mostra que a segurança é uma preocupação transversal na indústria brasileira, abrangendo transporte de cargas e proteção de dados e sistemas.
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