- Ministério da Saúde lança a maior edição do Vivências no SUS (VER-SUS), envolvendo cerca de nove mil estudantes de graduação, educação profissional técnica de nível médio e residentes em saúde de todo o país.
- Participam 300 projetos e 3 mil equipes, em parceria com a Rede Unida e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
- O objetivo é fortalecer o Sistema Único de Saúde por meio da qualificação profissional e da produção de conhecimento aplicado às realidades locais.
- Autoridades destacam a experiência prática nos serviços, a integração entre ensino e serviço e a possibilidade de propor protocolos de pesquisa e intervenções para melhorar a saúde local.
- Em histórico do programa, ele já mobilizou cerca de setenta mil estudantes; no primeiro semestre de 2025 ocorreram sete vivências regionais de formação de facilitadores, com 333 formados e 458 pessoas envolvidas.
O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira a maior edição do Vivências no SUS, com a participação de cerca de 9 mil estudantes. O lançamento ocorreu no auditório do Campus Darcy Ribeiro, Fiocruz, e marca o início de 300 projetos e 3 mil equipes em todo o país. A iniciativa envolve educação profissional técnica, graduação e residentes em saúde.
O programa é realizado em parceria com a Rede Unida e a OPAS e integra a política de educação na saúde desde 2023. O foco é fortalecer o SUS por meio da qualificação profissional e da produção de conhecimento aplicado às realidades locais, conectando teoria e prática nos territórios.
Para o ministro Alexandre Padilha, o VER-SUS permite que alunos conheçam a realidade dos serviços e ganhem experiência com docentes. O contato direto com o SUS favorece a proposição de protocolos de estudo e intervenções para melhoria local.
Alcindo Ferla, da Rede Unida, ressaltou a importância de uma educação permanente e participativa, que valorize a produção de saúde nos territórios e amplie a visibilidade de áreas antes invisíveis. A iniciativa, segundo ele, envolve as universidades na prática dos territórios.
Cristian Morales, da OPAS no Brasil, afirmou que a parceria fortalece políticas de integração entre ensino e saúde. A organização destaca a educação conectada como fundamental para atender a evolução do SUS e as necessidades da população.
Integração ensino e serviço
Jérzey Timóteo, secretário-adjunto, destacou que o Vivências no SUS é um dos maiores exemplos de integração entre formação profissional e serviços públicos. O objetivo é orientar políticas de educação na saúde desde o início do século, para qualificar profissionais que atuem melhor nos territórios.
Os projetos selecionados promovem vivência no SUS alinhada às realidades locais, com potencial pedagógico de gerar reflexões e ampliar o currículo dos estudantes. A proposta transforma aprendizados teóricos em soluções para os desafios da rede.
A iniciativa favorece imersão crítica, conectando ensino acadêmico à prática nas unidades de saúde. Assim, espera-se qualificar profissionais para a gestão, organização e cuidado na atenção básica e especializada.
Histórico do programa
Reconhecido pela OPAS como uma das principais ações de integração entre educação e saúde, o Vivências no SUS visa fortalecer a formação de profissionais, com ênfase em equidade, cuidado integral e participação social. As atividades aproximam estudantes da realidade do SUS e fortalecem modelos de atenção nos territórios.
Ao longo de mais de duas décadas, o programa mobilizou cerca de 70 mil estudantes. No 1º semestre de 2025, ocorreram 7 vivências regionais de facilitadores, com 333 formados e 458 participantes envolvidos. Os facilitadores atuam como multiplicadores nos territórios.
Nádia Conceição, Ministério da Saúde.
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