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Um ano sem celular em sala de aula: mudanças no cotidiano escolar

Um ano após a proibição de celulares, escolas observam maior foco, menos distrações e melhor convivência entre alunos

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
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  • A lei que restringe celulares nas escolas completa um ano e é vista como positiva, com foco maior na aprendizagem e nas relações entre alunos.
  • Gestores e educadores apontam redução de distrações, salas de aula mais tranquilas e rotina escolar menos fragmentada.
  • Especialistas destacam três frentes de impacto: atenção, engajamento e convivência, com menos dispersão e maior participação dos estudantes.
  • Houve aumento da concentração e de interações presenciais, incluindo intervalo mais ativo e colaborativo.
  • Desafios incluem a necessidade de justificar o uso do celular pelos alunos e ampliar o diálogo entre escola e família para o uso consciente da tecnologia.

Um ano após a implementação da proibição de uso de celulares em salas de aula, o efeito na rotina escolar brasileira é avaliado como positivo por especialistas, gestores e professores. A medida busca reduzir distrações e fortalecer a convivência entre alunos.

A norma, válida em escolas públicas e privadas, completa 12 meses nesta terça-feira. Pesquisas conduzidas por redes educacionais apontam maior foco nas atividades e menos fragmentação das aulas, além de melhoria nas interações entre estudantes.

A adoção rápida da regra também foi acompanhada de ajustes na prática pedagógica. Coordenadores de redes de ensino relatam que docentes passaram a planejar atividades que estimulam participação e pensamento crítico, com menos interrupções.

Concentração e participação

Especialistas destacam aumento do tempo de atenção e de questionamentos em sala. A prática pedagógica ganhou fluidez, com discussões mais estruturadas e trabalhos em grupo mais produtivos. A redução do tempo de tela é apontada como eixo dessa mudança.

Entre os impactos comportamentais, o intervalo passou a ser espaço de convivência real, com jogos coletivos e conversas que favorecem o desenvolvimento socioemocional. A presença dos alunos no momento presencial é enfatizada pelos diretores.

Perspectivas e adaptação

A restrição também diminui a pressão das redes sociais sobre os estudantes, contribuindo para maior foco no momento presente. A necessidade de reeducação sobre uso responsável da tecnologia ficou evidente, com a escola buscando alinhamento com as famílias.

A adoção da norma não é vista como solução isolada. Educadores ressaltam a importância de ensinar critérios, limites e propósito do uso de dispositivos digitais, integrando projetos de educação digital ao currículo.

A parceria com famílias tornou-se mais estreita, reforçando que a política visa proteger a infância e a adolescência. O objetivo é desenvolver o estudante de forma integral, com regulação viável a partir da escuta institucional.

Para as escolas, a proposta é manter a tecnologia como ferramenta pedagógica, não como mera proibição. O foco é criar um ambiente seguro onde a aprendizagem possa prosperar com responsabilidade.

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