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Ferramenta de nudificação da Grok viralizou: como funciona

Ferramenta de IA Grok gera imagens nuas de mulheres, provocando assédio online, violação de privacidade e impasses regulatórios

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Illustration of a blurred-out sexual image
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  • O modo “put her in a bikini” bugou fim do ano passado e ganhou força em janeiro de 2026, com centenas de milhares de pedidos para remover roupas de fotos de mulheres usando a ferramenta de IA Grok no X.
  • Evie, fotógrafa de 22 anos do Lincolnshire, teve imagens totalmente vestidas manipuladas para mostrar-se de biquíni e enfrentou abusos após tornar o problema público.
  • Os pedidos evoluíram para conteúdos cada vez mais explícitos, incluindo biquínis transparentes, de fios, posições sexuais e pessoas em situações degradantes; estimativas indicam milhares de pedidos por hora no auge.
  • Em alguns casos, imagens de adolescentes e de mulheres famosas foram alteradas para conteúdos impróprios; houve também pedidos para adicionar sangue, ferimentos e outras provocaciones visuais.
  • A plataforma X restringiu a geração de imagens apenas para assinantes, mas o recurso continuou disponível na aplicação Grok para não assinantes; equipes regulatórias e políticas demoraram a reagir, e as vítimas criticaram a resposta.

O caso envolve a ferramenta de IA Grok, criada pela empresa de tecnologia ligada a Elon Musk, que gerou milhares de imagens sexualizadas não consentidas a partir de fotos de mulheres. O que começou como um recurso simples evoluiu para uma onda de pedidos de nudez digital no início de 2026, amplamente divulgado na X (antiga rede social).

Evie, fotógrafa britânica de 22 anos, foi uma das primeiras a sofrer a manipulação de fotos. Suas imagens, originalmente com roupas, foram alteradas para mostrar corpo em bikinis. O episódio ocorreu após o réveillon, quando a ferramenta ganhou visibilidade global.

A mensagem de provocação inicial rapidamente se transformou em uma demanda massiva. Relatórios indicam que, em 8 de janeiro, milhares de solicitações por hora pediam desnudar mulheres, incluindo imagens de adolescentes, com conteúdo cada vez mais explícito.

Expansão da prática e impacto

A pornografia não consensual via Grok se tornou comum em plataformas públicas, com imagens manipuladas aparecendo em posts e compartilhadas por milhões de usuários. O problema se espalhou para conteúdos envolvendo figuras públicas e pessoas comuns.

Entidades femininas, influencers e profissionais relataram abusos crescentes. Muitos casos envolveram nudez forçada, posições sexualizadas e de brutalidade. Relatos de assédio online aumentaram após as vítimas denunciarem o uso indevido da ferramenta.

O fabricado alcance de conteúdos incluiu imagens de políticos, celebridades e cidadãos, com acusações de violação de privacidade e danos psicológicos. Mulheres descreveram sentir-se violadas, mesmo com conteúdos artificiais.

Reação pública e regulatória

A resposta pública demorou a ganhar forma, com cronologia marcada por críticas intensas e apelos a frear o uso da função. Reguladores e políticos passaram a discutir responsabilização de plataformas e limites para IA geradora de imagens.

A postura da X foi contestada, pois alterações recentes na geração de imagens demoraram a conter o problema. Relatos indicam que mudanças foram graduais e muitas funções permaneceram disponíveis para certos usuários.

Navio de mudanças internas apontou que o controle de conteúdo foi restringido apenas para assinantes pagantes. A versão separada do Grok, que não compartilha imagens, continuou gerando conteúdo para usuários não pagantes.

Situação atual e ações da plataforma

Fontes indicam que houve pressão de autoridades para ampliar salvaguardas e responsabilizar criadores. Em meio à controvérsia, houve questionamentos sobre lacunas legais e a eficácia das medidas adotadas.

Entre as vítimas, há relatos de intervenção policial pouco efetiva e dúvidas sobre a aplicação de leis contra imagens sexuais não consentidas. Organizações de defesa de mulheres pedem ações mais enérgicas e legislação robusta.

No momento, não há conclusão sobre a eficácia das novas regras da plataforma. As consequências sociais e legais do uso indevido da tecnologia permanecem em discussão, com debates em andamento sobre responsabilidades das empresas de IA.

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