- Demolições já ocorreram em The Warren, The Chantry e Cheneys em North End Avenue; na segunda-feira começou a demolição do quarto imóvel neste inverno, em 22 North End Avenue.
- Grandes trechos da linha costeira foram perdidos por erosão, que foi acelerada pelo mau tempo deste mês.
- Moradores relatam medo de perderem suas casas e noites mal dormidas com a possibilidade de inundações.
- A East Suffolk Council afirma que não há soluções de longo prazo e trabalha com moradores, a Agência Ambiental e o deputado local; nove propriedades ainda estão em risco.
- Parte da praia não é acessível por segurança; autoridades orientam que a população permaneça afastada das falésias e da faixa costeira.
O que aconteceu
Demolidores chegaram a 22 North End Avenue, em Thorpeness, para derrubar mais uma casa nesta temporada, marcando a quarta remoção no vilarejo costeiro neste inverno. A erosão avança pela costa de Suffolk, agravando a instabilidade de imóveis próximos ao mar, após fortes temporais que ampliaram o recuo do litoral.
A residência de Teresa Lane, na Old Homes Road, fica na parte mais antiga da vila. Ela relata sensação de descrença e medo constante de que sua casa seja atingida pela erosão, especialmente com demolições ocorridas nas vizinhanças.
Richard Bennett, dono de imóveis na Headlands, afirma que o recuo da costa surpreendeu a população, antecipando mudanças que antes eram previstas para a próxima década. Ele aponta que as atualizações climáticas e tempestades recentes reorganizaram bancos de areia que protegiam Thorpeness, tornando o cenário imprevisível.
Impacto na comunidade
Além das derrubadas já ocorridas, os imóveis demolidos neste inverno incluem The Warren, The Chantry e Cheney’s, todos na North End Avenue, com a Red House removida em 2022. A área de praia tornou-se insegura, obrigando o fechamento de trechos para visitantes e moradores.
A autoridade local, East Suffolk Council, informou que a erosão, que havia amenizado no final do ano passado, avançou com as chuvas recentes. Ao todo, nove propriedades estariam em risco no momento, segundo estimativas oficiais.
Resposta das autoridades
Um porta-voz da prefeitura afirmou que a segurança é a prioridade e pediu que pessoas evitem depender das margens de falésias e da praia. Embora não haja soluções de longo prazo para frear o avanço, a administração trabalha em parceria com residentes, a Environment Agency e o deputado local para buscar medidas emergenciais que possam retardar a erosão.
A Environment Agency ressalta que seu papel é orientar, mas reconhece o impacto da situação na comunidade. A visita de representantes locais ocorreu neste fim de semana, junto com o parlamentar, para dialogar com famílias afetadas e reforçar a necessidade de cautela na área.
Ao longo da região, a paisagem costeira permanece instável, com parte da praia ainda inacessível por questões de segurança. As autoridades continuam monitorando o avanço da erosão e avaliando opções rápidas para reduzir riscos imediatos.
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