- Jurado de Nova York não chegou a um veredito no caso de estupro de terceiro grau envolvendo Harvey Weinstein, resultando em mistrial após dias de deliberação.
- Este é o terceiro julgamento; o juiz Curtis Farber deu aos promotores 30 dias para decidir se haverá um quarto julgamento.
- Weinstein, de 74 anos, já havia sido considerado culpado de estupro de atriz em 2020 (sentença anulada); o segundo julgamento terminou sem veredito e o terceiro começou em 21 de abril, no Tribunal Superior de Manhattan.
- A acusação é crime de classe E, com pena máxima de quatro anos. Em junho, o júri houve divergência em duas acusações de ato sexual criminoso, condenando-o em uma e absolvendo em outra.
- Jessica Mann relatou ter conhecido Weinstein em festa em 2012 ou 2013; houve uma nota apresentada pela defesa que não menciona estupro. Weinstein ainda enfrenta dezesseis anos de prisão na Califórnia, após condenação por estupro, e está recorrendo da condenação.
Foi registrado um impasse em um júri de Nova York, encerrando de forma parcial o caso de estupro contra Harvey Weinstein por motivo de falta de acordo entre as deliberações. O julgamento terminou com um veredito impossível, resultando em um mistrial. O juiz Curtis Farber declarou o impasse e deu prazo de 30 dias para que os procuradores decidam sobre uma eventual quarta ação.
Este é o terceiro processo movido contra Weinstein por suposto estupro de uma mulher. Weinsten, hoje com 74 anos, já havia sido condenado na primeira instrução em 2020, sentença que foi anulada por um tribunal superior. A segunda sessão também terminou sem consenso. O terceiro julgamento começou em 21 de abril, no State Supreme Court de Manhattan, com Farber presidindo. Segundo o The New York Times, quase 20 testemunhas foram ouvidas.
A acusação é de crime de classe E, com pena máxima de até quatro anos de prisão em Nova York. Em junho do ano passado, o júri teve veredictos divergentes em duas acusações de ato sexual criminoso, condenando Weinstein em uma, e absolvendo na outra.
Em maio de 2025, Jessica Mann disse ao júri que conheceu Weinstein em uma festa entre 2012 e 2013. Ao longo do contato, ele passou a pedir massagens; ela inicialmente recusou, mas acabou realizando sexo oral após ele dizer que não a deixaria sair do quarto sem que ela fizesse algo. Em março de 2013, afirmou ter sido pressionada a manter relações sexuais.
Mann voltou a depor em 28 de abril, diante de novas perguntas. O Times destacou que ela evitou contato visual com Weinstein durante parte do depoimento, descrevendo que repetidas vezes disse não e tentou deixar o local. A oitiva durou cinco dias.
A defesa apresentou uma nota escrita por Mann dois dias após alegado ataque, na qual questiona se não teria se entregue emocionalmente a alguém. A nota, citada pela Times, não mencionava estupro e foi mencionada pela primeira vez nos três julgamentos.
Mann, em declaração após o impasse, disse à Rolling Stone que abriram mão de tudo para falar a verdade e que Weinstein utiliza assessorias de imprensa e outros recursos para intimidar. Ela afirmou ter mantido o relato público mesmo diante de perdas pessoais.
Em janeiro, Weinstein e a defesa indicaram ao juiz Farber que cogitavam aceitar um acordo, desde que pudesse cumprir pena de forma concorrente à já cumprida. Meses depois, ele negou as acusações de estupro em entrevista.
Weinstein ainda enfrenta 16 anos de prisão na Califórnia, após ser considerado culpado por estupro naquele estado. Ele está recorrendo dessa condenação.
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