- No dia quatro de maio foi concluído o julgamento pela morte do menino Henry Borel, em que o padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, foi condenado a quarenta e três anos, nove meses e vinte dias de prisão por homicídio qualificado, tortura e coação, enquanto Monique Medeiros recebeu perdão judicial e foi solta no mesmo dia.
- O pai de Henry Borel, Leniel Borel, afirmou estar revoltado e disse que o julgamento não reconheceu a memória da criança, citando suposta parcialidade na condução do caso.
- Leniel pediu a anulação do júri e afirmou que Monique foi condenada por homicídio doloso, mas a juíza teria mudado a pena para homicídio culposo, além de ter concedido o perdão judicial.
- O pai alega que, segundo perícia, Monique Medeiros estava acordada entre 11h30 da noite e 3h da manhã, período em que Henry morreu, e que ela teve mais de duzentos passos no apartamento, enquanto o padrasto teria feito mais de trezentos.
- Leniel criticou a decisão, afirmando que Monique não protegeu o filho e que a situação expõe suposta parcialidade do judiciário brasileiro, pedindo que o júri seja anulado.
Monique Medeiros ganhou perdão judicial e foi liberada poucos dias após a conclusão do julgamento sobre a morte de Henry Borel. O caso ganhou destaque no dia em que o veredito foi anunciado, elevando ainda mais o interesse público sobre o desfecho da Justiça.
O tribunal acionou penalidades contra o padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, que recebeu a pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação. Já Monique Medeiros recebeu o perdão judicial e saiu em liberdade no mesmo dia.
A decisão ocorreu quatro dias após o encerramento do julgamento, realizado em maio de 2021, no qual Henry Borel, então com quatro anos, morreu em um apartamento na cidade. A vítima estava no imóvel acompanhado da mãe e do padrasto.
Declarações do pai de Henry Borel
Leniel Borel criticou a decisão que favoreceu Monique Medeiros, afirmando que a mãe não protegeu a criança e que houve tratamento diferenciado na condução do caso. Ele pediu a anulação do júri e indicou que permanece em busca de determinantes para o desfecho.
O pai afirmou que durante o julgamento houve evidências de que Monique e Jairo estavam acordados no momento da morte, contrariando versões apresentadas pela defesa. Segundo ele, o horário estimado pela perícia aponta para uma janela entre 23h30 e 3h, com passos relevantes de ambos no apartamento.
Leniel relatou ainda que Monique não condenou o padrasto e sugeriu que houve falas que indicaram que Jairo poderia ter utilizado medicamento para adormecer a mãe. Ele reforçou que as informações levantadas pelo Ministério Público foram fundamentais para o questionamento sobre o andamento do caso.
Ele destacou episódios de agressões relatados pelo filho, afirmando que Monique poderia ter agido de maneira mais firme para protegê-lo. O pai também mencionou outras situações de tortura atribuídas ao padrasto, citando datas e ocorrências descritas no decorrer do júri.
Entre na conversa da comunidade