Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Família questiona morte de mulher em UPA da Grande BH

Vídeo de Brenda na UPA mostra salas sem médicos; família questiona negligência e intervalo até a confirmação de óbito, enquanto polícia investiga e laudo pode levar sessenta dias

Brenda Larissa Maia deixou uma filha de 5 anos diagnosticada com autismo.
0:00
Carregando...
0:00
  • Brenda Larissa Maia, de 32 anos, entrou viva na UPA de Justinópolis, em Ribeirão das Neves, e morreu horas depois; a Polícia Civil investiga o caso.
  • A família afirma que houve negligência médica e destaca contradições no atendimento durante a madrugada; vídeo gravado por Brenda mostra salas sem profissionais.
  • A mãe registrou o depoimento no boletim de ocorrência, apontando histórico de cardiopatia e fibromialgia e preocupações com a condução clínica.
  • O óbito foi declarado às 3h28, cerca de duas horas após o registro do vídeo, o que gera dúvidas sobre o atendimento prestado.
  • A necropsia está em andamento pelo Instituto Médico-Legal, com previsão de até sessenta dias para o laudo; a prefeitura afirma que a UPA tinha quadro clínico completo e que houve reanimação conforme o protocolo.

Brenda Larissa Maia, de 32 anos, morreu após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Justinópolis, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo familiares, a mulher chegou consciente, com histórico de cardiopatia e fibromialgia, e acabou falecendo horas depois, durante a madrugada.

A família sustenta que houve atraso no atendimento e apontou contradições no que foi realizado pela unidade. O boletim de ocorrência, registrado pela mãe de Brenda, Sônia de Oliveira da Silva, descreve uma sequência de momentos de incerteza e falta de respostas médicas, desde a entrada por volta das 14h30 de sábado até o desfecho.

Um vídeo gravado por Brenda pouco antes de passar mal desencadeou questionamentos adicionais. Registrado às 1h38, o material mostra salas sem profissionais visíveis enquanto a paciente buscava atendimento. A família afirma que o registro reforça a suspeita de negligência.

Hudson Lucas Maia, irmão da vítima, relatou que a família só teve acesso às imagens pouco antes de assinar o termo de óbito. Segundo ele, o vídeo gerou dúvidas sobre a condução do atendimento e motivou questionamentos à equipe médica naquela noite.

Entre as dúvidas está o intervalo entre o registro do vídeo (1h38) e a declaração de óbito (3h28). A família descreve esse lapso como relevante para a apuração das circunstâncias da morte. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso.

Após o falecimento, houve dificuldade dos familiares para conseguir informações sobre o contato com o Instituto Médico-Legal (IML). A família relata dificuldade de comunicação e relatos de tratamento ríspido por parte de profissionais ao buscar orientações sobre o procedimento.

A defesa da família, representada pelo advogado Rodrigo Braga, cobra responsabilização das autoridades médicas envolvidas. O caso também envolve uma ação civil e uma denúncia criminal em tramitação, com o objetivo de esclarecer as causas da morte e responsabilizar possíveis responsáveis.

O que diz a Prefeitura

A Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que a UPA contava com quadro clínico completo no momento do atendimento e que houve uma parada cardiorrespiratória, que foi tema de tentativa de reanimação seguindo o protocolo técnico. O óbito foi registrado e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte para investigação da causa da morte. A administração municipal afirmou que mantém apuração rigorosa dos fatos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais