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Passageiros aéreos arriscam vidas ao pegar bagagens e filmar em emergências

Iata lança campanha “salvar uma vida, não uma bagagem” e pressiona por multas para desencorajar levar bagagem durante evacuação de aeronaves

Passenger aircraft are designed to be fully evacuated in 90 seconds in an emergency.
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  • Passageiros em situações de emergência filmam e pegam bagagens, o que pode atrasar a evacuação de aeronaves, que é projetada para ocorrer em cerca de noventa segundos.
  • A Iata lançou a campanha “save a life, not a bag” e avalia a possibilidade de multas para desencorajar essa prática, dependendo de regulamentações.
  • A Administração Federal de Aviação (FAA) disse que é crucial cumprir as instruções da tripulação e deixar os pertences para trás durante emergências.
  • Evacuações são raras na aviação, estimadas em cerca de trinta por ano; recentemente houve evacuação de voos com suspeita de fogo e incidentes envolvendo a Ryanair em Palma.
  • Especialistas destacam diferentes reações humanas diante de emergências: alguns defendem educação como primeira medida, outros reconhecem resistência a mudanças comportamentais e a necessidade de medidas mais duras.

Air passengers estão arriscando a vida ao filmar emergências e recolher bagagens em vez de evacuar, segundo especialistas da indústria. A Iata lançou uma campanha de segurança para enfatizar que salvar vidas vem antes de bagagens.

A organização global de companhias aéreas afirma que evacuações de emergência devem ocorrer em 90 segundos. Manter malas pode ampliar esse tempo, bloquear saídas e danificar boias de evacuação. Dados de pesquisas indicam falta de conhecimento sobre a regra.

Estudos realizados no Reino Unido, EUA, Cingapura e Emirados Árabes Unidos mostraram que apenas 61% dos passageiros sabem das regras. Quatro a cada dez não percebem a importância de deixar tudo para trás.

A Iata realizou o debate durante a reunião anual, em que o tema foi apresentado como prioridade de educação. Observou-se que há resistência a multas, mas alguns reguladores defendem esse caminho.

A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) apontou aumento no descumprimento de instruções durante emergências. Autoridades destacaram que a cooperação é crucial e que itens pessoais devem ser abandonados.

Em casos recentes, evacuações na porta de embarque são incomuns, com cerca de 30 ocorrências anuais. No ano anterior, houve incidentes com desfechos variados em voos para o Reino Unido, com passageiros feridos.

Especialistas analisam o comportamento humano em crises. Alguns afirmam que o choque inicial pode levar a ações impulsivas, como tentar usar bagagem de cabine. Outros destacam o papel dos vídeos em redes sociais.

Medidas em debate

Alguns especialistas questionam a eficácia de campanhas apenas educativas, sugerindo soluções como travamento automático de bagageiros ou sanções mais duras. A ideia é aumentar a conformidade sem colocar passageiros em risco.

Profissionais de segurança aérea ressaltam que mudanças de cultura organizacional são parte do desafio. Comandantes de cabine relatam necessidade de manter a comunicação firme com passageiros.

Willie Walsh, ex-diretor-geral da Iata, não é favorável a multas, mas lembra que evacuações não devem ser tratadas de forma leviana. Em incidentes graves, sair rapidamente continua sendo prioridade.

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